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Detectados sinais que podem ser da caixa-preta de avião

'Pings' foram emitidos de um local perto de onde está a cauda da aeronave da AirAsia. Mergulhadores foram enviados para tentar encontrar os dispositivos

Autoridades da Indonésia detectaram no fundo do Mar de Java sinais que podem ser das caixas-pretas do avião da AirAsia, que caiu no dia 28 de dezembro com 162 pessoas a bordo. De acordo com o comandante das Forças Armadas do país, general Moeldoko, os sinais foram emitidos de um local perto dos destroços da cauda da aeronave, localizados na última quarta pelas equipes de busca. Autoridades acreditam que as caixas-pretas podem ter se separado da cauda durante a queda.

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Mergulhadores foram enviados para inspecionar o leito marinho na região onde os sinais foram captados. Encontrar as caixas-pretas é um dos grandes objetivos das equipes que trabalham nas buscas pelos destroços do voo QZ8510, que caiu quando viajava da Indonésia para a Singapura. Os dispositivos, que guardam as gravações das comunicações da cabine e os dados do voo, podem ajudar a solucionar as causas da tragédia. Feitas para suportar as pressões do fundo do mar, as caixas-pretas emitem sinais de localização – os chamados ‘pings’ – por até 30 dias. “Estamos com os dedos cruzados para que seja o sinal das caixas-pretas, mas os mergulhadores precisam confirmar”, disse Santoso Sayogo, do Escritório Nacional de Segurança no Transporte, para a rede britânica BBC.

Corpos – Outra prioridade das operações de busca é resgatar os corpos das vítimas. Até agora, 46 corpos foram recuperados do Mar de Java, mas o tempo ruim e as correntes marítimas têm prejudicado o trabalho dos mergulhadores. As equipes acreditam que a maior parte das vítimas esteja presa dentro de partes do avião que ainda não foram localizadas.

O voo QZ8501 decolou da cidade de Surabaya, na Ilha de Java e deveria ter aterrissado duas horas depois em Singapura, mas caiu no mar cerca de 40 minutos após sua saída. O piloto solicitou permissão à torre de controle para fazer um desvio à esquerda na rota e subir de 32.000 para 38.000 pés para contornar uma tempestade. A alteração de curso foi aprovada, mas a elevação negada porque outra aeronave trafegava na mesma altitude. Minutos depois, quando os controladores de voo tentaram entrar em contato para informar que o avião da AirAsia estava autorizado a subir até 34.000 pés, não houve resposta. A aeronave já havia sumido dos radares.