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Derrotado na eleição presidencial na RDC, Fayulu recorre à Justiça

Candidato da coalizão de oposição Lamuka diz ter recebido 61% dos votos; eleição seria primeira transferência pacífica de poder desde 1960

Por Da Redação
Atualizado em 11 jan 2019, 19h12 - Publicado em 11 jan 2019, 16h29

O candidato de oposição nas eleições presidenciais da República Democrática do Congo (RDC), Martin Fayulu, anunciou nesta sexta-feira, 11, que vai recorrer dos resultados no Tribunal Constitucional do país. Oficialmente derrotado, Fayulu alega ter vencido o pleito.

Segundo os dados da coalizão Lamuka, que o apoia, Fayulu teria obtido 61% dos votos. O também opositor Félix Tshisekedi, declarado vencedor pela Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) do país, teria conseguido apenas 18%.

Fayulu prometeu apresentar amanhã um recurso diante do Tribunal Constitucional, que disporá de uma semana para proclamar os resultados definitivos ou anular o processo eleitoral. Segundo os resultados provisórios de 10 de janeiro, Tshisekedi teria obtido 38,57% dos votos.

Estes números são questionados também pela influente Conferência Episcopal Nacional do Congo (CENCO), entidade que informou na quinta-feira que seus números – recompilados por mais de 40 mil observadores – também não correspondiam com os divulgados pela Ceni.

A União Europeia pediu nesta sexta-feira à Ceni que publique as atas de apuração de cada colégio eleitoral, a fim de esclarecer as divergências. Os Estados Unidos manifestaram esperar também o “esclarecimento” dos resultados da eleição.

A taxa de participação nestas esperadas eleições – realizadas em 30 de dezembro com dois anos de atraso – ficou em 47,56%, depois que mais de 18 milhões de congoleses foram às urnas. A votação, porém, foi marcada por vários erros técnicos, como problemas nas máquinas de votação e falta de nomes em algumas listas eleitorais, além de atrasos na abertura de colégios em redutos da oposição.

As eleições marcariam a primeira transferência pacífica de poder na RDC, o maior país da África Subsaariana, desde sua independência em 1960.

(Com EFE)

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