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Deputados gregos exigem da Alemanha uma indenização pela ocupação nazista

Por Da Redação 3 fev 2012, 07h43

Atenas, 3 fev (EFE).- Um grupo de 28 deputados do Parlamento grego exigiu que a Alemanha pague 54 bilhões de euros em indenizações pela ocupação nazista e pelos empréstimos emitidos pelo Governo colaboracionista de Atenas.

Parlamentares do socialista Pasok, do conservador Nova Democracia, do esquerdista Syriza e vários independentes assinaram uma proposta na qual exigem o comparecimento do ministro da Justiça para que avalie as possibilidades legais desta reivindicação, informou nesta sexta-feira a revista ‘Athens News’.

Segundo a agência ‘AMNA’, os deputados calculam que o valor da dívida da Alemanha com a Grécia em reparações às vítimas, tesouros roubados e empréstimos chega a 54 bilhões de euros, sem levar em conta os juros.

Os Exércitos da Alemanha, Itália e Bulgária ocuparam a Grécia, e especialmente os territórios sob domínio alemão (que incluíam Atenas) sofreram uma brutal repressão e uma dura crise de fome durante o inverno de 1941-42, com cerca de 300 mil mortes.

Além disso, o Governo imposto em Atenas foi obrigado pelas potências fascistas a emprestar dinheiro à Alemanha para pagar a ocupação, na única ocasião da história moderna da Grécia na qual o país fez um empréstimo externo.

A ocupação gerou a criação de várias guerrilhas, principalmente lideradas pelo Partido Comunista, que junto ao apoio britânico, foi chave para a derrota do Eixo nos Balcãs.

Apesar de ter sido um dos países vencedores da disputa, a Grécia foi um dos poucos países que os Estados Unidos e o Reino Unido obrigaram a não reivindicar nem reparações de guerra nem as devoluções dos empréstimos feitos à Alemanha.

Em recente entrevista para a revista alemã ‘Der Spiegel’, o professor Albrecht Ritschl, da London School of Economics, afirmou que esta dívida, junto aos juros, poderia chegar até os 72 bilhões de euros.

Atualmente, a Grécia tem uma dívida de 360 bilhões de euros, mais de 160% de seu Produto Interno Bruto, e grande parte de seus títulos estão nas mãos de bancos alemães. EFE

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