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Deputado trumpista da Flórida publica montagem de Lula capturado como Maduro

Carlos Giménez, nascido em Cuba, acusa o petista de relação com 'ditadura castrocomunista' e sugere que prisão é 'o que o espera'

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 ago 2026, 10h21
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O deputado americano Carlos Giménez, republicano da Flórida, publicou uma montagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como se fosse o ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, com a legenda “o que o espera”.

A imagem mostra o petista segurando uma garrafa de cachaça e vestindo o conjunto de moletom cinza da Adidas usado pelo ditador na foto publicada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, logo após sua captura em uma operação militar americana, em janeiro.

Gimenez é um parlamentar da Flórida da ala mais trumpista do Partido Republicano. A postagem foi compartilhada nas redes pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e pelo influenciador Paulo Figueiredo — ambos moram nos Estados Unidos e de lá tem atuado junto ao governo Trump em prol de punições ao Brasil de Lula, como a imposição de tarifas e a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

Nicolás Maduro vendado e algemado em navio após ser capturado pelos EUA. 03/01/2025 -
Nicolás Maduro vendado e algemado em navio após ser capturado pelos EUA. 03/01/2025 – (Truth Social/@realDonaldTrump/Reprodução)
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Pouco depois, Giménez, que nasceu em Cuba, compartilhou outro post em que acusa Lula de ter “influência de seus chefes da ditadura ‘castrocomunista'”, fazendo referência ao governo do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.

“A hostilidade de Lula em relação a Marco Rubio (secretário de Estado americano) não surpreende. Diante de uma liderança firme que defende a liberdade, a esquerda radical responde com ataques. O Brasil merece mais: liberdade, democracia e um futuro longe da influência ‘castrocomunista'”, escreveu o deputado.

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Lula x Rubio

No mês passado, ao anunciar uma nova tarifa de 25% dos Estados Unidos contra o Brasil, Rubio acirrou as tensões com o governo Lula ao dizer que o mandatário “priorizou seu próprio ego em detrimento de um acordo que vise o bem-estar do povo brasileiro”. Em suas redes sociais, ele disse que a taxação é o preço que o Brasil paga pelo comportamento de seu presidente e que o petista e seu governo “não negociaram de boa fé”.

“Que não haja dúvidas sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os Estados Unidos de boa fé”, escreveu o secretário americano no X (ex-Twitter). “Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. Durante o último ano, Lula priorizou seu próprio ego em detrimento de um acordo que vise o bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço a pagar por isso.”

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O brasileiro também já criticou algumas vezes o secretário de Estado. Em junho deste ano, comentando sobre a nova leva de tarifas que foi enfim confirmada na noite de quarta-feira 15, chamou Rubio de “latino-americano frustrado”, falou que ele era “anti-América Latina” e tinha um “certo desconhecimento” sobre o Brasil.

Já Rubio alfinetou o petista ao acusá-lo de “passar pano para a natureza criminosa do narcorregime de (Nicolás) Maduro”, depois de Lula receber o ex-ditador venezuelano em Brasília, em 2023, e disse que o brasileiro pensa primeiro “em si mesmo” ao “se curvar ao regime genocida da China”.

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No ano passado, o secretário de Estado americano liderou uma represália ao programa Mais Médicos, que teve massiva participação de cubanos durante a gestão Dilma Rousseff. Como parte da ofensiva, a esposa e a filha do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que ocupava o mesmo cargo no mandato da petista, tiveram os vistos revogados. Rubio também defendeu publicamente a aplicação da Magnitsky a Alexandre de Moraes, quando o governo americano foi acusado por Lula de tentar interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro: “Que seja um aviso para aqueles que atropelam os direitos fundamentais de seus compatriotas — as togas judiciais não podem protegê-los”.

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