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Deputado é ferido em ataque a tiros perto do Congresso argentino

Héctor Olivares, da União Cívica Radical (UCR), estava acompanhado de um funcionário que não resistiu aos ferimentos e morreu; ataque teria sido premeditado

Por Da Redação - Atualizado em 30 jul 2020, 19h47 - Publicado em 9 Maio 2019, 14h12

Um ataque a tiros nas proximidades do Congresso Nacional da Argentina, em Buenos Aires, feriu o deputado Héctor Olivares, do partido União Cívica Radical (UCR), e matou Miguel Marcelo Yadón, coordenador de Obras do Fundo Fiduciário do transporte Elétrico Federal, na manhã desta quinta-feira, 9. Ambos caminhavam na praça em frente ao Congresso quando foram atacados. Há suspeitas de que o crime foi planejado.

Yadón morreu antes da chegada dos primeiros socorros. O deputado ainda caminhou alguns passos, em tentativa de fuga e de buscar ajuda, mas sentou-se na guia. Os atiradores estavam de tocaia dentro de um carro. “A informação que temos é que o carro estacionou meia hora antes e que os criminosos aguardaram porque ele (Olivares) tinha o hábito de caminhar por este local todos os dias ao lado de Yadón”, declarou Cano.

A chegada de um ciclista, um pedestre e um policial aparentemente evitou a continuidade do ataque, do qual Olivares, ferido, é a principal testemunha. Os criminosos fugiram no carro, um Volkswagen Vento, sem serem interpelados. As imagens foram registradas por câmeras de segurança.

Segundo o jornal argentino Perfil, o deputado da província de La Rioja, no norte do país, foi levado ao hospital em estado grave, com um ferimento de bala no peito, e passa por cirurgia. “Atiraram em um ato premeditado”, afirmou o deputado José Cano, também da UCR, em entrevista à emissora de televisão Todo Noticias (TN).

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Os atiradores foram identificados como Juan Jesús Fernández, sem antecedentes criminais, e seu sobrinho, cujo nome ainda não foi divulgado. Eles estão foragidos. Segundo o jornal La Nación, Fernández é o dono do automóvel usado no momento do ataque e tem quatro armas registradas na Agência Nacional de Materiais Controlados. Seu porte de armas está vencido desde 2006. Testemunhas mencionaram que ele estava bêbado momentos antes, quando estacionou o carro.

A motivação do crime, porém, ainda é desconhecida. Em entrevista à imprensa, a ministra de Segurança Pública, Patrícia Bullrich, afirmou que o alvo do ataque não era o deputado da UCR, mas Yadón. “Este é um momento muito triste e muito dura pela constatação da presença das máfias que atuam no nosso país”, afirmou, conforme reportagem do La Nación.

O presidente da Argentina, Maurício Macri, determinou que a investigação vá fundo. “Vamos até as últimas consequências para entender o que passou e encontrar os culpados”, declarou.

O deputado Olivares, de 61 anos, integra a comissão de Legislação Penal da Câmara e trabalha, entre outros projetos, em um texto sobre a violência no futebol. Era amigo de Yadón desde a adolescência, segundo o La Nación. O assessor de imprensa do deputado, Ulises Bencina, informou que a cirurgia em Olivares deverá se prolongar porque os projéteis atingiram órgãos internos.

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(Com AFP)

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