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Depois de atacados, EUA bombardeiam posições rebeldes no Iêmen

A ação, tratada com "legítima defesa", é a primeira investida militar direta dos Estados Unidos contra as milícias xiitas houthis

Por Da redação - 13 out 2016, 08h29

Os Estados Unidos bombardearam três radares pertencentes às milícias xiitas houthis no Iêmen, nesta quinta-feira, após o lançamento de mísseis contra um destróier da Marinha americana nos últimos dias, informou o Pentágono. Os ataques, autorizados pelo presidente Barack Obama, representam a primeira ação militar direta de Washington na guerra civil iemenita.

“Os alvos dos ataques eram radares que participaram do recente lançamento de mísseis que ameaçou o USS Mason e outros que operam em águas internacionais do Mar Vermelho e próximo de Mandeb”, anunciou Pentágono, em comunicado. A nota oficial adverte que os Estados Unidos “responderão” a qualquer ameaça futura, “conforme apropriado”. “Estes ataques limitados em legítima defesa foram realizados para proteger nosso pessoal, nossos navios e nossa liberdade de navegação”, disse o porta-voz, Peter Cook.

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Aliados do Irã, os houthis estão sendo atacados pelo governo do Iêmen, em uma coalizão liderada pela Arábia Saudita e outras nações sunitas. Os rebeldes xiitas parecem ter aumentado suas investidas violentas, após um ataque aéreo saudita a um funeral na capital do Iêmen, Sana, onde morreram 140 pessoas. No funeral estavam presentes importantes líderes de facções tribais anti-sauditas.

Até hoje, a administração de Obama tentou lidar com cautela em relação ao conflito no Iêmen. O governo americano fez pressão pública por um acordo de paz, enquanto discretamente fornecia apoio militar a Arábia Saudita contra os rebeldes. Desde o ano passado, os Estados Unidos pareciam evitar que o país fosse levado a participar de forma mais ativa no conflito crescente, porém, o cenário pode estar mudando com os ataques recentes.

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(Com Reuters e EFE)

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