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Depois da Covid, Ucrânia agora é alvo de ‘outro vírus’, diz Zelensky

Contrariando declarações de autoridades do governo e agências ocidentais, presidente afirmou que 'todas as nossas linhas de defesa estão mantidas'

Por Caio Saad 3 mar 2022, 08h52

A Ucrânia continuará se defendendo de tropas russas que avançam contra cidades estratégicas, uma semana após o início da invasão, afirmou em pronunciamento nesta quinta-feira, 3, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Segundo o mandatário, o país irá prevalecer contra as forças russas, assim como fez contra “outro vírus, outra doença”, a Covid-19.

Os “primeiros dias e horas” de uma “guerra em larga escala” foram “muito difíceis”, disse, mas ucranianos estão “juntos, logo fortes, e logo perseveraremos. E iremos continuar. Nós continuamos juntos”.

De acordo com o presidente, “todas as nossas linhas de defesa estão mantidas. O inimigo não teve sucesso em nenhuma das direções estratégicas”.

“Os ataques de mísseis e as bombas da Rússia contra cidades ucranianas são uma confissão de que fracassaram em fazer algo significativo em nossa terra”, afirmou.

As falas sobre as linhas de defesa contra avanços russos,  no entanto, contrariam afirmações de autoridades do governo e avaliações de agências ocidentais da inteligência.

O prefeito da estratégica cidade de Kherson, banhada pelo rio Dnieper e próxima do mar Negro, afirmou na noite de quarta-feira que forças russas assumiram controle. Segundo uma testemunha ouvida pela agência de notícias EFE, o centro da cidade “está completamente ocupado por militares russos e veículos blindados pesados”.

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Mais a leste, em Mariupol, no Mar de Azov, na região de Donetsk, separatistas pró-russos apoiados pelos militares russos garantiram nesta quarta-feira que as suas forças bloquearam a cidade, de acordo com a imprensa russa.

Apesar de o Ministério do Interior ucraniano afirmar que “as batalhas por Mariupol continuam”, o vice-prefeito da cidade, Sergei Orlov, reconheceu em entrevista à rede CNN que “a situação é bem crítica”.

“Pedimos ajuda, ajuda militar, e estamos esperando (…) Nossas forças internas são muito bravas, mas estamos cercados pelo Exército russo, que tem mais pessoas”, afirmou, acrescentando que a cidade já enfrenta mais de 26 horas de ataques contínuos e se aproxima de uma “crise humanitária”.

“Estão destruindo nossa cidade com todas as armas, artilharia, bombardeios com aviões, foguetes táticos, sistemas de lançamento de foguetes”, disse.

Além disso, as tropas de Vladimir Putin avançam em direação à capital, Kiev, e continuam os ataques contra Kharviv, segunda maior cidade ucraniana. De acordo com o exército da Ucrânia, “combates estão ocorrendo entre invasores e ucranianos”. A mensagem foi publicada no Telegram.

Mais de 2.000 civis foram mortos desde o início da invasão russa à Ucrânia e centenas de estruturas, como instalações de transporte, hospitais, jardins de infância e prédios residenciais foram destruídos, relatou o serviço de emergência ucraniano na quarta-feira.

De acordo com o último relatório militar russo, 1.502 alvos de infraestrutura militar ucraniana foram destruídos desde o início da operação militar na Ucrânia, em 24 de fevereiro. 

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