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‘Dentista do mal’ é sentenciado a 8 anos de prisão na França

Jacobus van Nierop mutilou a boca de 120 pacientes. O réu "sentiu prazer" em provocar dor e ferimentos horríveis em seus pacientes, disseram os promotores do caso

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 21h09 - Publicado em 26 abr 2016, 11h16

Jacobus van Nierop, que ficou conhecido como o ‘dentista do mal’, foi sentenciado a 8 anos de prisão na França nesta terça-feira por mutilar a boca de mais de 120 pacientes. O holandês Van Nierop, de 51 anos, também foi proibido para sempre de exercer a profissão e multado em 10.500 euros. o equivalente a 42.000 reais.

O réu “sentiu prazer” em provocar dor e ferimentos horríveis nos pacientes de Château-Chinon, disseram os promotores do caso de Van Nierop. No julgamento realizado na cidade francesa de Nevers no mês passado, o holandês foi considerado culpado de mutilações, fraude e falsificação de documentos na zona rural do centro-leste da França, e a sentença foi proferida nesta terça.

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Van Nierop começou a atender em Château-Chinon em 2008. Seus pacientes passaram a ter dentes arrancados sem nenhum motivo – eles recebiam anestésico pesado – e ficavam com abscessos e infecções nas gengivas. Preenchimentos de obturações eram substituídos por componentes mais caros sem necessidade, e alguns pacientes relataram ter a boca sangrando por vários dias após as consultas.

A aposentada Sylviane Boulesteix, 65 anos, contou à agência de notícias France-Presse (AFP) que foi a uma consulta com o holandês em março de 2012 para a colocação de um aparelho dentário. “Ele me deu de sete a oito injeções, arrancou oito dentes de uma vez e colocou o aparelho sem anestesia. Eu urinei sangue durante três dias”, afirmou. Outra vítima, um idoso de 80 anos, disse que o dentista deixou “pedaços de carne pendurados em todos os lugares” após a remoção de um dente.

Em 7 de junho de 2013, o dentista foi acusado e colocado sob controle judicial com a proibição de deixar o território francês. Em dezembro daquele ano, porém, ele fugiu para o Canadá, onde foi interpelado em setembro de 2014, quando tentou se matar.

(Da redação)

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