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Democratas se afastam de Obama às vésperas do pleito

No dia 2 de novembro, americanos vão às urnas para as eleições legislativas

Por Da Redação - 20 out 2010, 09h30

Pesquisas indicam que esta deve ser uma das maiores derrotas dos democratas em eleições para o Congresso e os governos estaduais

Ser vinculado a Barack Obama se tornou uma desvantagem em muitas disputas eleitorais nos Estados Unidos. Os candidatos democratas a governos estaduais e ao Senado, por exemplo, preferiram manter distância do presidente nos debates da noite de terça-feira. Já os republicanos faziam de tudo para lembrar os eleitores de que os rivais são do mesmo partido do chefe de governo do país que amarga uma taxa de quase 10% de desemprego.

O exemplo mais claro da aversão ao nome de Obama ocorreu durante o debate em Virgínia Ocidental. O candidato republicano ao Senado John Raese tentava todo o tempo ligar o nome de Obama ao de seu concorrente. Irritado, o democrata e atual governador Joe Manchin reverter a situação: “Lamento informar ao meu oponente que o nome de Obama não estará na cédula.”

Em Nova York, o candidato democrata ao governo, Andrew Cuomo, favorito na disputa, também evitou citar o nome ou as políticas recentes do presidente. O republicano Carl Paladino, próximo do Tea Party, por sua vez, explorou a crise econômica para culpar Obama e o seu rival na eleição para um dos estados mais importantes do país.

Pesquisas indicam que esta deve ser uma das maiores derrotas dos democratas em eleições para o Congresso e os governos estaduais. Segundo pesquisa do Cook Political Report, que não tem afiliação política, cerca de 99 cadeiras da Câmara dos Deputados atualmente em poder dos democratas devem passar para os republicanos nas eleições do dia 2 de novembro.

Comício – Alheio à estratégia dos correligionários, Obama e a primeira-dama Michelle percorrem o país pedindo um novo voto de confiança para o partido Democrata, na companhia do vice-presidente Joe Biden. Os trabalhos estão divididos: o presidente se ocupa de atacar a estratégia de “obstrução” dos republicanos, aos quais acusa de controlar suas reformas no Congresso, enquanto Biden tenta evitar que a classe média americana se filie ao “Tea Party”, novo grupo conservador republicano em crescimento e que venceu as primárias em setembro. Já Michelle Obama tem a responsabilidade de assumir os discursos compassivos e os pedidos de paciência.

O ato é uma tentativa de estimular a campanha no estado que liderou os esforços para levar Obama à Casa Branca, mas que foi muito afetado pela recessão e pelo desemprego no país – o que deixa os democratas com receio de pagar um alto preço. O partido Democrata dispõe atualmente de 59 das 100 cadeiras no Senado. Os republicanos precisam conquistar 10 cadeiras se quiserem obter a maioria na Câmara Alta, necessária para validar as orientações políticas de qualquer governo. Na Câmara de Representantes, os republicanos precisam de 39 cadeiras para tirar a maioria dos democratas. Em 2 de novembro, os americanos renovam a Câmara de Representantes em sua totalidade, um terço do Senado e 37 dos 50 governadores.

(Com Agência Estado)

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