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Democratas dizem que suposto ataque hacker foi uma simulação

Partido havia atribuído tentativa de invasão à sua base de dados eleitorais a hackers russos, autores de ciberataque no passado

O Comitê Nacional do Partido Democrata (DNC) confirmou nesta quinta-feira (23) que o suposto ataque cibernético à sua base de dados eleitoral, denunciado ontem ao FBI, foi um alarme falso. O ataque hacker fazia parte da simulação de uma das empresas encarregadas da segurança dos conteúdos democratas.

O teste teve todos os atributos de um ciberataque real. A simulação não foi autorizada pelo comitê do partido, pois foi uma iniciativa da empresa de segurança terceirizada contratada pelos democratas.

O Partido Democrata alertou na quarta-feira (22) ao FBI sobre um ataque cibernético no qual supostamente tinha sido criada uma página inicial falsa com a mesma aparência que a de seu site oficial com o objetivo de induzir funcionários a revelar seus nomes de usuário e senhas.

Na denúncia, os democratas atribuíram a tentativa a hackers da Rússia, país que acusou também no passado de estar por trás de outros ciberataques em seus computadores.

Menos de 24 horas depois de reportar o ataque, os democratas reconheceram que tinha sido um erro. Mas insistiram que “há constantes tentativas de hackear o site do DNC”.

“Apesar de estarmos extremamente aliviados de que isto não tenha sido uma tentativa de invasão por parte de um adversário estrangeiro, este incidente é uma prova a mais de que devemos continuar monitorando possíveis ataques”, afirmou o chefe de segurança do DNC, Bob Lord, em comunicado.

Além disso, Lord considerou que o partido “tomou as precauções necessárias para garantir que não fossem colocados em perigo os dados confidenciais”.

O Partido Democrata denunciou em abril a Rússia e a equipe de campanha do presidente americano, Donald Trump, alegando que conspiraram para ajudar o magnata republicano a ganhar as eleições presidenciais de 2016 por meio da invasão aos computadores de seu partido e o roubo de dezenas de milhares de mensagens eletrônicas e documentos internos.

(Com EFE)