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Democratas dizem que julgamento de impeachment de Trump começa na segunda

Ignorando pedidos do líder republicano no Senado por mais tempo, Câmara indica que vai enviar artigo de impeachment para senadores em três dias

Por Da Redação
22 jan 2021, 14h48

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos indicou nesta sexta-feira, 22, que enviará a acusação de “crimes graves e contravenções” contra Donald Trump ao Senado já na próxima segunda-feira. A medida inicia oficialmente o impeachment contra o ex-presidente no Senado, ignorando o pedido do líder do Partido Republicano na alta casa legislativa, Mitch McConnell, de atrasar o processo.

O líder da maioria no Senado, o democrata Chuck Schumer, e a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, confirmaram o envio durante uma sessão no Congresso. Embora Trump já tenha deixado a Casa Branca, se o Senado decidir condená-lo, pode votar para impedi-lo de ocupar cargos públicos novamente.

O Senado precisará de 67 votos para condenar Trump. Se todos os 50 democratas apoiarem um veredicto de culpado, eles precisarão de 17 republicanos para se juntar a eles.

O antigo líder da casa ainda não indicou se votará pela condenação de Trump. Na terça-feira 19, contudo, ele afirmou pela primeira vez, com todas as palavras, que os manifestantes “foram provocados pelo presidente e outras pessoas poderosas”. Segundo o jornal americano The New York Times, há cerca de 12 membros da oposição dispostos a condená-lo (10 votaram pelo impeachment na Câmara).

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McConnell afirmou que Trump não teria tempo suficiente para preparar uma defesa e pediu à Câmara que esperasse até a próxima quinta-feira, dia 28 de janeiro, para enviar o artigo de impeachment e garantir “um processo completo e justo”. Porém, Pelosi disse em comunicado que o ex-presidente “terá o mesmo tempo para se preparar para o julgamento” que a acusação.

No início deste mês, os deputados americanos votaram para acusar Trump de incitar uma insurreição contra o governo, devido ao seu papel em encorajar seus apoiadores a invadirem o Capitólio no dia 6 de janeiro. A multidão tinha como objetivo interromper a certificação da vitória eleitoral do presidente Joe Biden, criando um conflito que levou a cinco mortes e quase cem prisões.

Trump já contratou o advogado Butch Bowers, da Carolina do Sul,  para defendê-lo durante o julgamento. Na acusação, estão os deputados democratas Jamie Raskin, de Maryland, Diana DeGette, do Colorado, David Cicilline, de Rhode Island, Joaquin Castro, do Texas, Eric Swalwell e Ted Lieu, da Califórnia, Stacey Plaskett, a delegada para as Ilhas Virgens dos Estados Unidos, Madeleine Dean, da Pensilvânia, e Joe Neguse, do Colorado.

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Pelosi afirmou na quinta-feira 21 que os gerentes do impeachment não precisarão preparar tantas evidências para este segundo julgamento como fizeram para o primeiro, no ano passado. Em seu primeiro inquérito, Trump foi acusado de abuso de poder e obstrução do Congresso. O Senado, naquela época controlado pelos republicanos, o absolveu após três semanas de debate.

“Este ano, o mundo inteiro testemunhou o incitamento do presidente, seu apelo à ação e a violência que foi usada”, disse a líder da Câmara.

Schumer minimizou as preocupações do Partido Republicano sobre a rapidez do processo, afirmando que seria um “julgamento justo”. Ele disse ter conversado com McConnell sobre “o momento e a duração do inquérito”, mas não deu detalhes sobre quanto tempo vai durar.

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Há preocupações de que o processo possa desviar o foco das políticas de Biden no legislativo, como a aprovação de um pacote de auxílio contra o coronavírus de 1,9 trilhões de dólares e a necessidade de completar seu gabinete. Schumer, que acaba de assumir o controle do Senado, diz que pretende equilibrar o impeachment com a confirmação dos membros do gabinete e a resposta federal à Covid-19.

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