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Declarações sobre estupro derrubam dois republicanos

Candidatos a vagas no Senado americano, Todd Akin e Richard Mourdock foram derrotados pelos rivais do Partido Democrata no Missouri e em Indiana

Por Da Redação 7 nov 2012, 05h32

Os dois candidatos republicanos que provocaram mal-estar na campanha eleitoral americana ao dar declarações desastradas sobre estupro e aborto foram punidos nas urnas e perderam suas disputas por uma vaga no Senado dos Estados Unidos.

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Fracasso – O deputado Todd Akin, que em agosto insinuou que o corpo das mulheres tem uma defesa biológica contra a gravidez decorrente de um “estupro legítimo”, foi derrotado no estado do Missouri pela democrata Claire McCaskill. Com 92% das urnas apuradas, McCaskill liderava a disputa por 55% a 39%. Na época da declaração, Akin procurava justificar sua oposição ao direito ao aborto, mesmo em caso de estupro. O candidato foi duramente criticado pelos seus adversários e até por alguns colegas de partido, como Mitt Romney, que classificou as afirmações como “insultantes e indesculpáveis”.

Richard Mourdock, que em um episódio mais recente, no final de outubro, defendeu que mesmo a gravidez causada por um estupro acontecia por vontade divina, não conseguiu se eleger senador pelo estado de Indiana, ficando atrás do democrata Joe Donnelly, que, com 92% das urnas apuradas, tinha vantagem de 50% a 44%.

Há ainda um terceiro republicano que perdeu a disputa por causa de uma declaração infeliz sobre aborto, desta vez para um cargo de menor relevância nacional. John Koster, membro do Tea Party que disputava uma cadeira no Congresso pelo estado de Washington, perdeu para a democrata multimilionária Suzan DelBene, ex-vice-presidente da Microsoft. Suzan conquistou 54% dos votos, contra 46% de Koster.

Às vésperas das eleições, em 1º de novembro, o republicano disse ser contra o aborto, mesmo em casos de estupro, quando implicaria ‘mais violência’ contra o corpo da mulher. “Sobre essa coisa de estupro…como é que submeter o corpo de uma mulher a mais violência e tirar a vida de uma criança inocente que é resultado deste crime pode melhorar a situação?”

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