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Damasco intensifica operações, ONU exige aplicação do plano Annan

Por Por Roueida MABARDI
28 mar 2012, 14h55

O Exército sírio intensificou nesta quarta-feira suas operações contra os rebeldes em todo o país, enquanto a comunidade internacional exige do regime a aplicação imediata do plano de paz do emissário Kofi Annan aceito por Damasco, segundo a ONU.

O chefe da ONU, Ban Ki-moon, pediu ao presidente Bashar al-Assad a aplicação “imediata” do plano que prevê o fim da violência por todas as partes, o fornecimento de ajuda humanitária e a libertação de pessoas detidas arbitrariamente.

O regime sírio, que aceitou este plano segundo a ONU, advertiu que rejeitaria qualquer nova iniciativa decidida na reunião árabe, que acontecerá na quinta-feira em Bagdá.

“Desde a sua suspensão da Liga Árabe, a Síria mantém um diálogo com os países membros desta organização de forma bilateral. A Síria rejeitará, portanto, qualquer iniciativa vinda da Liga Árabe”, declarou o porta-voz do Ministério sírio das Relações Exteriores, Jihad Makdessi.

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A crise síria será o principal tema de debate da reunião de ministros das Relações Exteriores em Bagdá, que começaram a redigir uma resolução final que pede um diálogo ao governo e à oposição.

A aceitação do plano de saída da crise proposto pelo emissário Annan foi recebido com ceticismo pela comunidade internacional.

Esta decisão é “um importante passo inicial”, considerou Ban Ki-moon, ressaltando que “não há tempo a perder”.

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“Nós exigimos a aplicação completa do plano de paz (…) a começar pelo fim imediato da repressão”, declarou o Ministério das Relações Exteriores da França.

A Síria não anunciou publicamente a aceitação do plano Annan, aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU. O governo sírio escreveu ao enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe para indicar que havia aceitado o seu plano, informou na terça-feira seu porta-voz.

Isso não impediu que seus tanques de guerra invadissem Qalaat al-Madiq, cidade do centro do país ocupada há duas semanas.

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Violentos combates eclodiram entre as forças do presidente Assad e grupos rebeldes. Nos confrontos pelo menos 13 pessoas morreram, entre elas 4 civis, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

Outros confrontos ocorreram nas províncias de Homs (centro), onde um civil morreu, Deraa (sul) e Idleb (noroeste).

Três soldados morreram em Rastan.

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Apesar de sua posição de bloquear qualquer ação contra o regime de Assad, a China indicou nesta quarta-feira que espera que o regime e a oposição síria respeitem seus “compromissos” dentro do plano Annan.

Moscou, outro aliado de Assad, pediu que a oposição síria “siga o exemplo de Damasco” e aceite “claramente” o plano.

Os opositores sírios reunidos em Istambul, igualmente céticos, exigiram na terça-feira que Assad retirasse seus tanques das cidades onde tenta esmagar com a contestação.

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A violência na Síria já provocou a morte de mais de 9 mil pessoas em um pouco mais de um ano, segundo a ONU e o OSDH.

“Nós não confiamos neste regime. Se ele for realmente sério, deve aplicar esta iniciativa imediatamente”, declarou o opositor Walid al-Bounni.

Em Istambul, a maioria dos representantes da oposição reconheceu o Conselho Nacional Sírio (CNS), principal coalizão da oposição, como o “representante formal” do povo sírio.

“A conferência decidiu que o CNS será o interlocutor formal e o representante formal do povo sírio”, declararam os participantes desta reunião, em uma declaração comum lida pelo opositor Abdel Razzak Eid.

A secretária de Estado americano, Hillary Clinton, pediu na terça-feira que a oposição apresentasse uma mensagem “unificada” durante a conferência dos “Amigos da Síria” prevista para acontecer no domingo em Istambul.

Os Comitês de Coordenação Locais (LCC) pediram ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) de “entrar imediatamente na cidade de Saraqeb (nordeste)”, declarada cidade sinistrada, “para evacuar os feridos e enterrar os mortos”.

Pelo menos 40 pessoas morreram nesta cidade, situada na província de Idleb, desde a sua ocupação no domingo pelas tropas regulares, afirmaram em um comunicado os LCC que organizam a mobilização. Uma cidade vizinha, Khan al-Soubol, foi atacada pelas tropas nesta quarta-feira.

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