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Damasco garante ter expulsado ‘terroristas’ de Al Hafa

Cairo, 13 jun (EFE).- As autoridades sírias anunciaram nesta quarta-feira que restauraram a segurança e a calma na região de Al Hafa, na província mediterrânea de Latakia, após limpá-la de ‘grupos terroristas’, enquanto os rebeldes alegaram uma retirada tática.

Uma fonte oficial em Latakia, citada pela agência de notícias síria ‘Sana’, informou que as forças de segurança perseguiram os ‘terroristas’, como se referem aos grupos armados opositores, nas aldeias que rodeiam Al Hafa e travaram combates com eles.

Estes confrontos terminaram com a morte e detenção de um grande número de terroristas, segundo a ‘Sana’, assim como com vítimas do lado governamental.

Segundo a versão oficial, estes grupos armados ‘aterrorizaram os cidadãos e sabotaram propriedades públicas e privadas’, mas os grupos opositores vinham denunciando há dias que as tropas bombardeavam sem descanso esta região.

As autoridades, de acordo com a citada fonte oficial, apreenderam uma grande quantidade de armas, inclusive rifles de mira telescópica, artefatos explosivos, projéteis e munição de diferentes tipos.

Por sua parte, um porta-voz do rebelde Exército Livre Sírio (ELS), Fahed Al-Masri, disse à Agência Efe via internet que quando as tropas governamentais invadiram Al Hafa encontraram ‘uma cidade fantasma’, já que seus habitantes fugiram para as montanhas próximas de Jabal al Akrad.

Al-Masri assinalou que os combatentes rebeldes também efetuaram uma retirada tática para esta zona porque é um local ‘estratégico, fácil para esconder-se e próximo a Al Hafa’.

Após o anúncio, o Ministério de Exteriores sírio pediu aos observadores da ONU desdobrados na Síria que visitem Al Hafa para avaliar os crimes cometidos por estes grupos.

Os boinas azuis tentaram entrar ontem em Al Hafa, mas uma multidão, formada aparentemente por moradores da região, atacou o comboio com pedras e barras metálicas.

Quando os observadores se retiraram do lugar, três de seus veículos receberam disparos, cuja origem é incerta, segundo um comunicado da Missão de Supervisão da ONU na Síria (UNSMIS).

Na segunda-feira passada, o mediador internacional para a Síria, Kofi Annan, solicitou que os observadores pudessem entrar ‘imediatamente’ em Al Hafa, perante os ‘relatórios que indicam o uso de morteiros, helicópteros e tanques na cidade’. EFE