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Damasco critica proposta de potências para fim do conflito na Síria

Damasco, 1 jul (EFE).- Meios governamentais ligados ao regime da Síria criticaram neste domingo a proposta de um governo de transição formulada pelo chamado Grupo de Ação para a Síria, já que, segundo eles, esta coalizão de potências não leva em conta a opinião dos cidadãos e ignora a existência de grupos armados no país.

Não foi uma posição oficial das autoridades sírias, que ainda não deram uma resposta à proposta, mas representa uma indicação de meios governamentais. A proposta decorre de um acordo estabelecido neste sábado pelo grupo, formado pelos membros permanentes do Conselho de Segurança (China, Rússia, Estados Unidos, França e Reino Unido), Turquia, Liga Árabe, ONU e União Europeia (UE).

Estes países pediram a formação de um governo transitório que inclua representantes do regime sírio e da oposição.

Segundo um editorial do jornal estatal ‘Al Zaura’, voz credenciada do regime de Bashar al Assad, a reunião de sábado do grupo em Genebra foi um ‘fracasso’, já que não apresentou ‘nada novo e ignorou a presença de grupos armados’ no país.

‘Alguns participantes, especificamente os Estados Unidos, quiseram pôr mais obstáculos para bloquear o plano do (enviado especial Kofi) Annan’, apontou o jornal, que acusou Washington de apoiar grupos terroristas, aos quais Damasco responsabiliza pela violência.

Opinião parecida foi divulgada pelo jornal ‘Al-Baath’, propriedade do partido governista homônimo, que comparou o encontro de sábado com as reuniões do Conselho de Segurança da ONU, onde as posturas de seus integrantes, segundo o periódico, ‘permanecem iguais’ – uma alusão ao respaldo que Damasco recebe de Rússia e China.

‘Nenhuma resolução da crise terá êxito se não for baseada na opinião dos sírios e na lei’, indicou o ‘Al-Baath’, que destacou que o povo sírio é ‘capaz de iniciar um diálogo nacional em que não haja espaço para países vizinhos’. EFE