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Curso na China ensina esposas a tirar amantes da vida do marido

Por Da Redação 15 nov 2011, 03h22

Pequim, 15 nov (EFE).- Um instituto privado de Pequim iniciou o primeiro curso para ensinar mulheres casadas a abordar os problemas de casal e lutar contra a amante, informou nesta terça-feira o jornal ‘Pan Dao’.

Segundo o diretor do chamado ‘Instituto das Esposas’, Fei Yang, o mais importante para combater a ‘terceira pessoa’ é descobrir ‘se são verdadeiras ou falsas’, ou seja, se podem ou não destruir o casamento e a família.

‘As ‘falsas’ não têm tanto poder sobre o marido. Eles as buscam em paralelo à vida familiar e somente pelo sexo. Não são verdadeiramente perigosas’, disse Fei ao jornal.

O instituto, dirigido a mulheres ricas, afinal o curso custa US$ 16 mil, diz ter como objetivo a defesa dos direitos da mulher casada e ajudar a resolver os problemas originados pela existência das amantes.

De acordo com Fei, perante essa realidade, muitas mulheres tomam medidas extremas e inclusive terminam o casamento, o que também não é ideal nem para o marido nem para a amante, pois dificilmente ele se casará com ela.

‘Se as mulheres tiverem força e conhecimentos suficientes podem reforçar sua relação de casal sem recorrer a medidas extremas’, destacou.

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Segundo Fei, no casal as mulheres são mais fortes e controlam o manejo dos sentimentos, daí que seu objetivo ao criar o instituto é reforçá-las para que lutem contra ‘a terceira pessoa’.

Porém, segundo alguns internautas, a busca de nichos de mercado como esse comercializa cada vez mais os sentimentos.

‘Se já havia empresas que ensinam a caçar um marido rico e agora ensinam a eliminar a amante, por que não se unem os dois institutos e oferecem um pacote completo pois é provável que o marido rico tenha amante?’, perguntou ironicamente um internauta.

Outro se mostrou favorável às iniciativas ‘que criam emprego e aumentam o Produto Interno Bruto (PIB) da China’.

Para a diretora de uma consultoria matrimonial, Wang Qinghua, o curso não é realista, pois quando há amantes já existe uma crise familiar e a solução deveria ser abordada por essa perspectiva.

O curso se divide em duas partes: a primeira é conjunta e a segunda em classes individuais durante duas semanas reproduzindo circunstâncias familiares e permitindo aos professores compreender as situações.

Na China, diversos sites, alguns bloqueados posteriormente, foram criados por mulheres que reconheceram ser amantes de homens casados, como plataforma de desafogo de sentimentos e contato entre elas. EFE

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