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Curdos libertam centenas de yazidis sitiados pelo EI

Estados Unidos afirmam que ataques aéreos mataram três chefes jihadistas

Por Da Redação 19 dez 2014, 19h57

As forças curdas peshmergas chegaram nesta sexta-feira ao cume do monte Sinjar, no norte do Iraque, após romper o cerco imposto há meses pelos jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) à área, que vinha servindo de refúgio para milhares de pessoas da minoria yazidi.

Um diretor do Partido Democrático do Curdistão, Mohiedin al Mazuri, disse que as tropas curdas subiram o monte e abriram um corredor seguro para evacuar os civis, mas os combates com os extremistas ainda continuam na região.

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Aproximadamente 1.000 peshmergas participaram da ofensiva. Cinquenta terroristas foram mortos entre ontem e hoje nos combates e também em bombardeios da coalizão internacional em Sinjar – o cerco ao monte foi um dos motivos que levaram os Estados Unidos a liderar a coalizão para realizar ataques aéreos contra o EI.

No monte Sinjar continuavam refugiadas pessoas que não puderam ser retiradas em agosto e milhares de yazidis que, devido aos avanços dos jihadistas em outubro, voltaram a buscar proteção na região. Segundo dados da ONU, mais de 500.000 yazidis e membros de outras minorias fugiram do norte do Iraque desde junho e centenas foram assassinados.

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Bombardeios – Também nesta sexta-feira, o Pentágono informou que vários líderes do grupo Estado Islâmico foram mortos em ataques aéreos no norte do Iraque nos últimos dias.

O contra-almirante John Kirby, porta-voz do Pentágono, confirmou que “desde meados de novembro ataques aéreos bem sucedidos da coalizão mataram vários líderes e integrantes de nível médio” do Estado Islâmico. “Acreditamos que essas perdas atingiram a capacidade do EI para comandar e controlar as operações contra as forças de segurança iraquianas, incluindo forças curdas”, acrescentou.

Funcionários americanos citaram três chefes do EI mortos nos ataques, incluindo Haji Mutazz, também conhecido como Abu Muslim al-Turkmani, braço direito do líder do grupo terrorista, Abu Bakr al-Baghdadi. Os outros jihadistas mortos seriam Abd al Basit, encarregado das operações militares do grupo, e Radwin Talib, chefe de “nível médio” que controlava a supervisão da cidade de Mosul, no norte do Iraque, capturada pelo EI.

(Com agências EFE e France-Presse)

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