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Cuba libertará 52 presos políticos, diz Igreja Católica

Cinco deles serão soltos nas próximas horas e o restante nos próximos meses

Por Da Redação - 7 jul 2010, 16h36

A Igreja Católica em Cuba anunciou nesta quarta-feira que o governo de Raúl Castro libertará 52 presos políticos, cinco deles nas próximas horas, e os demais ao longo dos próximos três ou quatro meses. Todos fazem parte do “grupo dos 75”, detidos durante a repressão da Primavera Negra de 2003.

Segundo o comunicado, os cinco que serão soltos nas próximas horas viajarão com parentes para a Espanha. O governo cubano teria dito que os outros 47 presos políticos poderão deixar a ilha depois de libertados.

O cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana, foi informado da medida em reunião com o presidente Raúl Castro. O chanceler espanhol, Miguel Angel Moratinos, e o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, também participaram do encontro.

Desde maio, foi estabelecido um diálogo aberto entre o governo de Castro e a Igreja Católica com apoio do chanceler espanhol, que encerra visita a Cuba nesta quarta.

Representantes de grupos de direitos humanos afirmam que o governo comunista mantém 167 presos políticos detidos.

Primavera negra – Em março de 2003, 75 dissidentes políticos, entre eles jornalistas e médicos, foram presos sob acusação de realizar atos contra a independência, integridade e estabilidade territorial de Cuba. As sentenças a que foram condenados variam de 14 a 27 anos de prisão.

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