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Cristina retoma ‘populismo’ ao expropriar YPF, afirma jornal

Segundo 'Washington Post', presidente 'isolou' país do mundo e do progresso

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, optou pelo populismo do passado ao expropriar 51% das ações da companhia petrolífera YPF da espanhola Repsol, além de isolar o país do mundo e do progresso econômico de seus vizinhos, afirmou o jornal americano Washington Post.

No artigo de opinião intitulado Argentina elege seu passado, a publicação comenta que não há forma de evitar o episódio, no entanto, uma maneira de chamar atenção seria a expulsão do país do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países ricos e os principais emergentes). Ainda propõe o Chile, “que superou amplamente a Argentina no desenvolvimento econômico e político”, como substituto.

De acordo com o artigo, quando foi reeleita presidente em outubro, Cristina tinha a opção de “continuar com o populismo autocrático que praticava antes das eleições ou levar seu país em direção aos mercados globais e ao mundo democrático”. Contudo, a partir da decisão pela nacionalização da principal companhia petrolífera do país, o jornal interpretou que a governante deixou claro o caminho que deseja seguir.

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Mesmo com o “aplauso doméstico” obtido a partir da medida, o Washington Post afirmou que a Argentina seguirá isolada do mundo e do progresso econômico de seus vizinhos. A “causa” da desapropriação, a recuperação da soberania de uma empresa com produção em queda, foi na verdade conduzida pelas más políticas governamentais, disse o jornal.

“Além de causar uma ruptura com a Espanha e com a União Europeia, a nacionalização se limitará a mostrar que a Argentina não é capaz de atrair o capital estrangeiro e não tem experiência necessária para explorar suas reservas de petróleo e gás”, diz. O jornal ainda advertiu que, enquanto Brasil e México avançam integrados na economia mundial e com a consolidação de democracias estáveis, a Argentina se dirige para outra crise.

Para o Washington Post, a decisão não afeta só os empresários. “Os economistas que se atrevem a denunciar a verdadeira taxa de inflação – mais de 20% – são punidos”, disse. Citou também os ataques aos meios de comunicações independentes, como os dois principais jornais Clarín e La Nación.

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(Com agência EFE)