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Cristãos do Oriente Médio preparam, inquietos, a festa do Natal

Por Por Philippe Agret
24 dez 2011, 13h41

Os cristãos da Terra Santa se preparavam neste sábado para comemorar o Natal na região árabe em plena revolução, onde o avanço islamita causa inquietude.

Na cidade de Belém, na Cisjordânia, decorada com guirlandas, bandeirinhas brancas e amarelas do Vaticano e bandeiras palestinas, milhares de peregrinos chegavam desde o amanhecer.

O patriarca latino de Jerusalém, monsenhor Fuad Twal, a mais alta autoridade católica romana na Terra Santa, deve fazer sua entrada solene na primeira hora da tarde na pequena cidade, onde Cristo viu o dia, segundo o Evangelho.

Animada por figurantes e grupos de jovens palestinos, a colorida procissão de Natal chegará à praça da Mangedoura, no centro da cidade, onde acontecerão shows e espetáculos, que se transformam na principal atração turística anual dos territórios palestinos.

Noventa mil visitantes são esperados, este ano, para o fim de semana de Natal.

Em 2010, a cidade berço do cristianismo recebeu cerca de 1,5 milhão de turistas e a Terra Santa, mais de três milhões – cifra recorde, segundo estatísticas palestinas.

Uma enorme árvore de Natal coberta de luzes e enfeites se destaca na praça, onde peregrinos e religiosos, carregando símbolos de distintas ordens monásticas, se amontoavam enquanto auto-falantes difundiam canções natalinas em árabe.

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Monsenhor Twal, de 71 anos, celebrará, a partir das 21h00 GMT (19h00 de Brasília) a tradicional missa da meia-noite na Igreja de Santa Catarina, junto à basílica da Natividade, na presença do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.

Na quarta-feira, o patriarca mencionou seus desejos para as festas, a Primavera Árabe e a situação dos cristãos na região, admitindo sua preocupação.

“Sempre defendi a mudança por mais democracia e liberdade. Inclusive desejei, em várias ocasiões, que os cristãos não se excluam desses movimentos. Dito isso, desejo fervorosamente que os direitos humanos e a dignidade de cada um sejam respeitados”, destacou.

“Desejo que as autoridades competentes possam agir para acalmar os ânimos e proteger as minorias, que fazem parte desses povos. Temos que aproveitar esses tempos para construir uma sociedade baseada numa cidadania para todos”, disse o prelado.

Sobre a questão palestina e a demanda de adesão como Estado na ONU, o monsenhor Twal desejou “uma paz justa e global para acabar com o conflito israelense-palestino”.

“Nós nos juntamos à posição tomada pela Santa Sede, que é clara sobre a solução de dois Estados, com segurança e fronteiras internacionais reconhecidas”, acrescentou.

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“O caminho já está começado, mas o processo, no entanto, é longo. Acredito firmemente que a negociação é o melhor meio para resolver o conflito”, garantiu.

O exército israelense amenizou as medidas de segurança para facilitar o trânsito nos pontos de controle dos peregrinos cristãos, entre os quais há palestinos dos territórios ocupados e árabes israelenses, durante as festas de Natal.

Belém está situada além das barreiras levantadas por Israel na Cisjordânia, chamadas pelos palestinos de “muro do apartheid”.

Israel concedeu cerca de 7 mil permissões de acesso à cidade a cristãos palestinos dos territórios ocupados e cerca de 500 de Gaza.

As denominações cristãs da Terra Santa comemoram o Natal em datas diferentes: os católicos romanos nos dias 24 e 25 de dezembro e os ortodoxos no começo de janeiro.

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