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CPLP pede que Conselho de Segurança envie missão para Guiné-Bissau

Nações Unidas, 19 abr (EFE).- A Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) pediu nesta quinta-feira ao Conselho de Segurança da ONU que envie uma força de paz para Guiné-Bissau para restituir a ordem constitucional no país após o golpe militar perpetrado na semana passada.

O ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Rebelo Chikoti, pediu em nome da CPLP a adoção de ‘medidas adequadas para restaurar a ordem constitucional’ na antiga colônia portuguesa.

‘Se Guiné-Bissau se transformar num estado fracassado, todos seremos responsáveis. A Guiné-Bissau necessita de sólido tratamento por parte das Nações Unidas, particularmente do Conselho’, disse Chikoti, que também pediu a aplicação de sanções contra os golpistas.

O ministro africano disse que a situação em Guiné-Bissau é ‘um desafio tão grave para a comunidade internacional que se não forem encontradas soluções adequadas, um povo que sofreu enormemente durante os últimos trinta anos será sacrificado’.

A CPLP é formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe. O pedido de Chikoti foi feito durante reunião do Conselho de Segurança que contou com a presença dos países da CPLP.

O golpe de estado, realizado no dia 12 de abril, ocorreu pouco tempo antes do segundo turno das eleições presidenciais no país.

Os golpistas prenderam as duas maiores autoridades de Guiné-Bissau, o primeiro-ministro e candidato presidencial, Carlos Gomes Júnior, e o chefe de estado interino, Raimundo Pereira.

Chikoti opinou que a missão de paz teria um papel importante na libertação dos dois líderes e na realização das eleições. EFE