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Covid-19: Rússia anuncia já ter vacinado mais de 150.000 pessoas

Fabricante diz que até janeiro poderá produzir mais seis milhões de doses e espera imunizar 70% da população até novembro de 2021

Por Da Redação Atualizado em 10 dez 2020, 12h19 - Publicado em 10 dez 2020, 12h10

Até esta quinta-feira, 10, mais de 150.000 doses da vacina Sputnik V, um dos primeiros imunizantes a serem criados contra a Covid-19, já foram aplicadas na população da Rússia, segundo Alexander Guintsburg, diretor do Centro Gamaleya, um dos desenvolvedores da vacina.

Moscou iniciou no sábado 5 a campanha de vacinação contra o vírus. A primeira fase da vacinação prevê somente pessoas com idade entre 18 e 60 anos e integrantes de grupos de risco prioritários, como funcionários da saúde, de atendimento social e professores, que se cadastraram previamente.

Guintsburg garantiu que, a partir de janeiro, a Rússia pode produzir, ao menos, 6 milhões de doses da Sputnik V por mês e que até novembro de 2021 espera ter imunizado cerca de 70% da população.

Custando menos de 10 dólares, a vacina russa tem uma eficácia de 95% contra a doença, um resultado equivalente às vacinas elaboradas pela aliança Pfizer/BioNTech e pelo laboratório americano Moderna.

O preço baixo e a eficácia demonstrada em estudos impulsionaram o país em pedidos de exportação. Segundo o Fundo Soberano Russo as “encomendas” do imunizante ultrapassam 1,2 bilhão de doses por parte de “mais de 50 países”. Além da Índia, que sozinha encomendou 100 milhões de doses, a vacina também será produzida na China e na Coreia do Norte. No Brasil, a Sputnik está sob análise da Anvisa.

Nas últimas 24 horas, a Rússia contabilizou 27.927 casos, sendo que pouco mais de 10.000 dos positivos se concentraram apenas em Moscou e São Petersburgo, as duas maiores cidades do território. Além disso, ao longo desta quarta-feira, foram notificadas 562 mortes por Covid-19, elevando o total desde o início da pandemia para 45.280.

A capital russa, epicentro da doença no país, teve um lockdown duro no início da pandemia, fechando todos os estabelecimentos e locais públicos no final de março, mas amenizou as restrições em junho. Depois do aumento de casos, em outubro, algumas regras, como o ensino à distância para alunos do Ensino Médio e limite aos escritórios de 30% da capacidade, as medidas foram reintroduzidas.

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