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Covid-19: México estende quarentena e prevê fim do surto no final de junho

Pico da epidemia é estimado entre 8 e 10 de maio e demanda por assistência médica chegará ao ápice em 23 de maio

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 19h24 - Publicado em 16 abr 2020, 19h54

O subsecretário do Ministério da Saúde do México, Hugo López-Gatell, divulgou nesta quinta-feira, 16, sua projeção de que o primeiro ciclo da epidemia da Covid-19 terá fim no país em 25 de junho. López-Gatel apresentou os dados à imprensa ao lado do presidente, Andrés Manuel López Obrador, que demorou para adotar medidas de isolamento como meio de combate ao surto de coronavírus.

As autoridades mexicanas anunciaram também nesta quinta a extensão das medidas de distanciamento social em mais de um mês, até 30 de maio, em municípios com casos da doença. O governo prevê o pico dos surtos da Covid-19 no país para o intervalo entre 8 e 10 de maio e o pico de demanda por assistência médica em 23 de maio.

“O fim do primeiro ciclo da epidemia de Covid-19, ou seja, até que 95% dos casos se esgote, seria 25 de junho”, relatou López-Gatell. “As medidas [recomendadas pelo governo à população] estão dando resultado”, concluiu o secretário.

Dentre as medidas de quarentena tomadas pelo governo mexicano estão a suspensão das aulas desde 20 de março e das atividades públicas e recreativas que envolvam mais de 50 pessoas. As autoridades alegam que o trânsito de pessoas no país caiu em 73% desde o final de março.

Além disso, o governo recomenda aos mexicanos que trabalhem de casa. López Obrador prometeu nesta quinta conceder mais um milhão de empréstimos a pequenas empresas com funcionários registrados.

  • A extensão da quarentena até 30 de maio se aplica às 423 cidades que reportaram casos da Covid-19 e aos 1.021 municípios com os quais fazem divisa. Cerca de 980 cidades fora dessas categorias estão previstas para amenizar o distanciamento social somente a partir de 17 de maio.

    O México contabiliza mais de 5.800 casos confirmados da doença e cerca de 450 mortes até esta quinta, segundo o jornal The New York Times.

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