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Covid-19: África passa dos 10.000 casos confirmados

Quase todos os 54 países do continente reportaram pelo menos um caso da doença; a África do Sul é a mais atingida com pelo menos 1.700 enfermos

Por Da Redação - 7 Apr 2020, 17h57

Em meio à pandemia da Covid-19, o número de casos confirmados da doença chegou a 10.000, como reportou o jornal britânico The Guardian nesta terça-feira, 7. Embora a África responda por menos de 1% do número dos mais de 1,4 milhão de enfermos em todo o mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) está preocupada com a evolução da Covid-19 na região frente à falta de infraestrutura de saúde local.

A África contabiliza pelo menos 10.790 casos da Covid-19 até esta terça, segundo estimativa da Universidade Johns Hopkins. O país mais atingido pelo avanço da doença no continente é a África do Sul, onde há pelo menos 1.749 enfermos e 13 mortos.

A África do Sul está em quarentena desde 26 de março. A medida, decretada pelo presidente, Cyril Ramaphosa, deve perdurar até 16 de abril pelo menos. Dentre as restrições adotadas está a proibição da venda de até mesmo bebidas alcoólicas e cigarros.

Dentre os 54 países africanos cuja soberania é reconhecida internacionalmente, apenas o Lesotho, país que faz fronteira com a África do Sul, não registrou nenhum caso, segundo a Johns Hopkins.

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“A situação é muito preocupante e com uma evolução gravíssima”, disse a diretora regional na África da OMS, Rebecca Moeti, em entrevista à emissora francesa France24 em 27 de março, quando o continente reportava em média 300 casos novos por dia.

Na África Subsaariana, que responde por mais de 80% da população do continente africano, mais de 60% da população de áreas urbanas — 258 milhões de pessoas — não pode lavar as mãos, segundo os dados do Unicef, porque não tem acesso a água e sabão. 

“Temos que nos preparar para o pior. Em outros países, vimos como o vírus acelera após um certo ponto crítico, portanto o melhor conselho para a África é se preparar para o pior e se preparar hoje”, alertou o diretor-geral da OMS, o etíope Tedros Adhanom, no início de março.

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