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Corte Suprema do Paquistão julga primeiro-ministro por desacato

Por Da Redação 13 fev 2012, 07h06

Islamabad, 13 fev (EFE).- A Corte Suprema do Paquistão começou a julgar nesta segunda-feira por desacato o primeiro-ministro, Yousuf Raza Gillani, que poderia ser condenado a até seis meses de prisão e obrigado a abandonar o poder.

O Supremo apresentou acusações contra o primeiro-ministro por desobedecer suas ordens e não escrever uma carta ao Governo suíço para reabrir uma causa por suposta lavagem de dinheiro contra o presidente do país e chefe do partido de Gillani, Asif Alí Zardari.

O magistrado Nasir-ul-Mulk leu dois ofícios com as acusações contra o primeiro-ministro, que se declarou inocente.

A próxima audiência no Supremo acontecerá em 22 de fevereiro, e depois a defesa de Gillani apresentará suas provas no dia 27.

O Supremo, que se enfrenta com o governante Partido Popular (PPP), abre assim um julgamento contra o primeiro-ministro e uma queda-de-braço com o poder executivo.

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Gillani explicou no domingo em uma entrevista à emissora ‘Al Jazeera’ as consequências de uma eventual condenação. ‘Não há necessidade que eu renuncie. Se for condenado, significa que já não serei deputado’, afirmou.

O procedimento para a perda do cargo de Gillani, que acontecerá apenas se o primeiro-ministro for condenado, poderia se prolongar durante semanas ou meses no Parlamento.

Durante os últimos meses, o Governo do PPP foi encurralado pelo Supremo e pelo Exército, que dominou o país durante mais da metade da história do Paquistão. Na corte outro caso está pendente, batizado como ‘memogate’.

O escândalo foi originado por um suposto documento através do qual o Governo paquistanês pedia ajuda ao Pentágono caso acontecesse um golpe militar após a morte de Osama bin Laden em uma operação militar dos Estados Unidos.

O Exército interpretou a nota – cuja veracidade o Governo nega – como uma deslealdade e pediu ao Supremo que a averiguasse.

A atual legislatura será concluída em 2013, mas analistas e fontes diplomáticas esperam uma antecipação eleitoral para sair da atual crise institucional. EFE

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