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Corpo de Hugo Chávez é trasladado para quartel

Mais uma vez, um grande evento foi realizado pelo governo em homenagem ao coronel. Clima de luto deverá influenciar na disputa eleitoral de 14 de abril

Por Da Redação - 15 mar 2013, 15h51

Dez dias depois do início do velório de Hugo Chávez, o corpo do coronel é trasladado para um novo local, e mais uma vez, uma grande cerimônia é realizada em homenagem ao caudilho, com transmissão em rede nacional de TV, dando continuidade ao clima de luto nacional que deverá ter grande influência nas eleições marcadas para 14 de abril.

Assim como na última sexta-feira, o governo decretou feriado na capital Caracas, e nos estados vizinhos de Vargas e Miranda. O serviço de metrô da capital está funcionando de forma gratuita nesta sexta e arquibancadas foram montadas ao longo do percurso de mais de dezoito quilômetros, para que mais pessoas possam acompanhar o cortejo fúnebre.

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O corpo de Chávez deixa a Academia Militar, onde foi velado até a madrugada desta sexta-feira, para ser trasladado ao Quartel da Montanha, lugar de onde o coronel dirigiu as ações do frustrado golpe de estado de fevereiro de 1992. O corpo deverá ficar no recém-criado Museu da Revolução.

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Há uma semana, o presidente interino Nicolás Maduro anunciou que o corpo seria embalsamado para que pudesse ser visto “eternamente”. No entanto, recuou esta semana dizendo ser “bastante difícil” que o procedimento ocorra, porque os preparativos necessários demoraram muito para serem iniciados.

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O quartel fica no bairro 23 de Janeiro, reduto do chavismo. O local poderá receber o corpo do coronel apenas temporariamente, enquanto as autoridades decidem se será levado ao Panteão Nacional, onde está o túmulo com os restos de herói nacional Simón Bolívar. Para que fique no Panteão, no entanto, é necessária uma mudança legislativa, e a apresentação de projeto nesse sentido à Assembleia Nacional foi adiada para que o governo possa estudar melhor “os mecanismos” para essa mudança. A oposição quer que o assunto seja discutido apenas depois das eleições.

(Com agências France-Presse e EFE)

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