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Covid-19: Polônia adia eleições presidenciais, sem definir nova data

Para realizar o pleito no dia 10 de maio e aproveitar a popularidade, o partido governista até tentou propor o voto pelo correio

Por Da Redação Atualizado em 7 Maio 2020, 13h05 - Publicado em 7 Maio 2020, 12h52

A eleição presidencial na Polônia, que seria realizada no próximo domingo, 10, foi adiada por conta da pandemia de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. A Suprema Corte irá confirmar a anulação do pleito, e a presidente da Câmara dos Deputados deverá anunciar a nova data, a “mais próxima possível”, divulgou no Twitter o líder do partido governista de direita Lei e Justiça (PiS), Jaroslaw Kaczynski.

“Passada a possibilidade da data de 10 de maio e com a previsível constatação da Suprema Corte da invalidade das eleições por elas não ocorrerem, o presidente do Congresso anunciará a nova eleição presidencial na próxima data possível”, disse Kaczynski.

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O adiamento do pleito ocorre após Jaroslaw Gowin, líder do partido Acordo e ministro da Ciência, ter se recusado a disputar as eleições no dia 10. Segundo a Constituição polonesa e uma lei recente, a eleição poderia ocorrer nos dias 17 e 23 de maio.

O PiS queria organizar as eleições o quanto antes, para garantir a vitória do presidente, o conservador Andrzej Duda, que aproveita de alta popularidade perante a população. O partido calcula que quanto mais demorar o pleito, Duda terá menos chances de vencer, por isso defende que as eleições sejam realizadas por meio do correio.

  • Já a oposição queria o adiamento das eleições sob o argumento de que mesmo no caso de eleições por correspondência, as pessoas teriam de ir aos correios para enviar seus votos, ocasionando aglomerações.

    As críticas também se focaram na falta de debate democrático e de campanha eleitoral, já que os candidatos da oposição não puderam entrar em contato com o eleitorado, enquanto o presidente Duda tem estado onipresente na via pública durante a pandemia no país.

    A Polônia não está entre os países mais atingidos pela doença na Europa, apesar de registar 14.898 casos e 737 mortes, segundo levantamento em tempo real da Johns Hopkins University.

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