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Coronavírus: Países latino-americanos anunciam restrições em fronteiras

Chile fechou todos os seus portos aos cruzeiros; Paraguai bloqueou parcialmente suas fronteiras com o Brasil e a Argentina

Por Da Redação - Atualizado em 16 mar 2020, 16h05 - Publicado em 16 mar 2020, 15h38

Chile, Colômbia, Paraguai e Panamá anunciaram restrições na entrada de estrangeiros e veículos vindos do exterior para tentar controlar a pandemia de coronavírus. Os países ainda determinaram o fechamento de escolas, bares, restaurantes e outros locais públicos.

No Chile, que tem 75 casos de Covid-19 confirmados, o presidente chileno, Sebastián Piñera, anunciou neste domingo 15 o fechamento de todos os seus portos aos cruzeiros. O governo também determinou a suspensão das aulas por duas semanas. “Determinamos a suspensão das aulas por um período de duas semanas, nos jardins de infância, colégios municipais e privados” financiados pelo estado, disse o presidente.

Na Colômbia (34 casos), somente os cidadãos e estrangeiros que já vivem no país poderão entrar no território a partir desta-segunda-feira, 16. No entanto, todos que ingressam no país do exterior deverão submeter a uma quarentena obrigatória de 14 dias.

A medida amplia as decisões já anunciadas na sexta-feira 13, segundo as quais o presidente colombiano, Iván Duque, ordenou o fechamento da fronteira com a Venezuela e proibiu a entrada de estrangeiros procedentes ou que tenham estado na Europa ou na Ásia, principais focos do vírus.

A Costa Rica (35 casos) decidiu ordenar o fechamento de bares, cassinos e boates após os estabelecimentos não terem limitado seu funcionamento em 50% como decretado pelo governo. Segundo o ministro da Saúde, Daniel Salas, a medida não afeta restaurantes, mas ele advertiu que os locais que não cumprirem o limite de 50% serão fechados por 30 dias.

O governo do Panamá (55 casos) decidiu proibir a entrada de estrangeiros e estabeleceu uma quarentena de 14 dias para cidadãos e residentes do país que chegarem do exterior.

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O Paraguai fechou parcialmente suas fronteiras com o Brasil e a Argentina e suas autoridades anunciaram a restrição do movimento de pessoas entre as 20h00 e as 04h00. “Os 13 postos aduaneiros dos 42 que temos (com Argentina e Brasil) ficaram habilitados. Somente residentes estrangeiros, diplomatas e membros de organizações internacionais podem entrar”, disse a diretora de Migrações, Maria de los Angeles Arriola, em entrevista coletiva.

Entre as consequências mais graves da Covid-19 está a insuficiência respiratória. Com a expansão da pandemia, muito se discute sobre o acesso de populações mais vulneráveis a equipamentos hospitalares e medicamentos adequados para tratar os casos mais graves.

A administração do Peru, por exemplo, vem sendo cobrada para aumentar a oferta de respiradores artificiais nos hospitais do país. Segundo o jornal Gestión, a nação conta atualmente com apenas 13 respiradores em todo seu território.

África

Fora do continente americano, países africanos também anunciaram restrições de voos para países com casos confirmados de Covid-19. No Quênia e em Gana a quarentena será obrigatória aos que entram no país. A Namíbia ordenou o fechamento das escolas por um mês, após dois casos confirmados de coronavírus serem anunciados no sábado.

Apesar do Djibouti não ter confirmados nenhum de Covid-19, o governo optou por suspender todos os voos internacionais. A Tanzânia, também sem nenhum caso até o momento, cancelou voos para a Índia e suspendeu jogos escolares.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são 118.322 casos de coronavírus no mundo e, ao todo, 5.735 mortes registradas devido ao Covid-19. O pior cenário é na Itália, com mais de 20.000 infectados, seguido pelo Irã, com 13.000.

Na China, epicentro da pandemia, a situação está sob controle. Segundo as autoridades chinesas, foram diagnosticados no sábado 14 cerca de 20 pessoas com a doença, entre elas 16 que vieram de outros países. No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou 200 casos do vírus.

(Com AFP)
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