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Coronavírus: OMS classifica situação na Europa como ‘extremamente frágil’

Representantes da organização rebatem as criticas e ameaças de Donald Trump de cortar o financiamento americano à instituição

Por Da Redação - 8 abr 2020, 12h43

O diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, Hans Kluge, disse nesta quarta-feira, 8, que o progresso feito pelos países europeus na luta contra a pandemia de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, ainda é extremamente “frágil” e defendeu a instituição dos ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou cortar o financiamento americano à OMS.

“É perigoso pensarmos que estamos chegando ao fim (da pandemia)”, disse. “O vírus não deixa margem para erros ou complacência”, afirmou. Kluge também reiterou que, apesar dos números de mortes começarem a baixar em países como a Espanha e a Itália, os esforços para conter o avanço do vírus não poderiam relaxar.  “Ainda temos um longo caminho a percorrer na maratona”, completou.

A Europa é o continente mais afetado pelo novo coronavírus. Dos dez países com maior números de contaminações e mortes, sete são europeus, totalizando 687.236 casos, segundo o levantamento em tempo real da Johns Hopkins University.

Questionado sobre a ameaça do governo dos Estados Unidos de interromper o financiamento à organização, Kluge disse que , pelo fato de o  mundo ainda estar na fase mais aguda da pandemia, não é hora de reduzir as contribuições dos países à OMS. Segundo Trump, a organização cometeu erros na condução da pandemia na China, onde o surto de coronavírus teve início no fim de dezembro de 2019, e que a entidade está focada em medidas a favor dos chineses, não do resto do mundo.

Bruce Aylward, consultor sênior do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, também defendeu a relação da organização  com a China, dizendo que o trabalho com as autoridades de Pequim era importante para entender a pandemia.

“Foi absolutamente fundamental no início deste surto ter acesso total a tudo o que era possível, entrar em campo e trabalhar com os chineses para entender isso”, disse. “Isso foi o que fizemos com todos os outros países afetados, como a Espanha, e não teve nada a ver com a China especificamente.”

Aylward também defendeu que a China trabalhou duro para identificar e detectar casos precoces e seus contatos, além de garantir que essas pessoas não viajassem para evitar uma maior propagação da pandemia.

(Com Reuters)

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