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Coronavírus chega ao México e cruzeiros são barrados no Caribe

Com 6.000 passageiros e tripulante a bordo, o MSC Meraviglia foi barrado em duas ilhas; o cruzeiro Braemar permanece em alto mar

Por Da Redação Atualizado em 29 fev 2020, 12h28 - Publicado em 28 fev 2020, 18h07

O acesso a portos da Jamaica, das Ilhas Cayman e de outros países no Caribe tem sido restringido por causa da epidemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), que alcançou a região nesta sexta-feira, 28, após o México confirmar dois casos. Ambos os pacientes são homens que haviam visitado a Itália, relata o portal de notícias argentino Infobae.

O MSC Meraviglia, com seus 4.500 passageiros e 1.600 tripulantes, não pôde desembarcar na terça-feira 25 no porto de Ocho Ríos, na Jamaica, que era uma parada prevista no roteiro de 14 dias de viagem da embarcação pelo Caribe.

Segundo o Ministério da Saúde jamaicano, um membro da tripulação havia apresentado “tosse, febre e dores musculares e um histórico de viagens para um país relacionado ao novo coronavírus” e, então, o porto impediu a entrada da embarcação.

Após o episódio, o MSC Meraviglia foi impedido de desembarcar novamente na quarta-feira 26, mas desta vez nas Ilhas Cayman, pequeno arquipélago a menos de 500 quilômetros da Jamaica. O governo local justificou a “extrema cautela” como uma medida para “proteger a saúde e a segurança dos residentes das Ilhas Cayman”.

O cruzeiro finalmente pode atracar em Cozumel, no México, na quinta-feira 27, após o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador (AMLO), autorizar o desembarque dos passageiros. O governador local, Carlos Joaquín González, planejava barrar a embarcação. “Nós não podemos atuar de maneira desumana”, disse AMLO.

A MSC Cruzeiros, proprietária do Meraviglia, informou por meio de nota que especialistas em saúde subiram a bordo para examinar o tripulante e também uma hóspede e constataram que ambos estavam com gripe sazonal. Exames adicionais foram realizados em ambos ao longo da noite.

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“Os resultados foram examinados em um laboratório do Ministério da Saúde Pública do México, na cidade de Chetumal, e determinaram que a condição do tripulante e da hóspede não estava de forma nenhuma associada ao coronavírus. O navio então, recebeu um atestado de boa saúde”, informou a MSC Cruzeiros.

Enquanto isso, o cruzeiro Braemar foi impedido de desembarcar na República Dominicana na quinta-feira após, segundo a agência de notícias alemã Deutsche Welle, quatro filipinos, dois britânicos e dois americanos a bordo apresentarem sintomas semelhantes ao da gripe, incluindo febre, tosse e dificuldade para respirar.

Com mais de 1.500 pessoas a bordo para uma viagem de 14 dias pelo Caribe, o Braemar permanece em alto mar.

  • Além da Jamaica, das Ilhas Cayman e da República Dominicana, outras ilhas caribenhas como as Bahamas e Santa Lúcia também implementaram restrições no acesso aos seus portos.

    A MSC Cruzeiros informou que todos os 4.580 passageiros a bordo serão reembolsados em 100% da tarifa do cruzeiro “devido à natureza turbulenta de suas férias”. A embarcação deverá partir na noite desta sexta-feira para o porto de Miami, na Flórida.

    “As decisões decepcionantes tomadas pela Jamaica e pela Grand Cayman de não permitir que passageiros de nosso navio desembarcassem e desfrutassem de suas ilhas foram baseadas no medo e não na melhor prática médica. Isso levou a uma ansiedade desnecessária e injustificável, não apenas para nossos hóspedes e tripulantes a bordo, mas a todo o setor de turismo do Caribe e, possivelmente, ainda mais além”, declarou o presidente executivo da empresa, Pierfrancesco Vago.

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