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Coreia do Sul retirará empregados de complexo no Norte

Decisão ocorre após Kim Jong-un rejeitar oferta de diálogo do vizinho do Sul

Por Da Redação 26 abr 2013, 09h13

A Coreia do Sul afirmou nesta sexta-feira que retirará seus 175 trabalhadores que permanecem no complexo industrial conjunto de Kaesong, após a Coreia do Norte rejeitar uma oferta de diálogo de Seul. Na quinta-feira, Seul ofereceu a Pyongyang uma proposta de diálogo, a primeira de caráter oficial, para pôr fim à suspensão das atividades em Kaesong, projeto que permanece bloqueado desde que, em 5 de abril, o regime de Kim Jong-un retirou seus trabalhadores.

“Como nossos cidadãos na zona industrial de Kaesong sofrem graves dificuldades pelas injustas ações do Norte, o governo decidiu trazer de volta todos os trabalhadores que ainda estão lá para proteger sua segurança”, disse o ministro da Unificação, Ryoo Kihl-jae, em entrevista coletiva .

Ryoo também solicitou ao regime de Kim Jong-un que garanta a segurança no retorno dos empregados através da fronteira e respeite a proteção das propriedades das empresas do Sul neste enclave situado no sudeste da Coreia do Norte.

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O governo sul-coreano disse que fornecerá todo apoio necessário para a repatriação dos trabalhadores das empresas que têm trabalhadores em Kaesong. Apesar disso, o ministro afirmou que não se sabe se as companhias irão atender ao pedido e como será o plano de retorno.

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Rejeição – A Coreia do Sul tomou a decisão após o país vizinho rejeitar a oferta de diálogo e prolongar assim o bloqueio do parque industrial conjunto, onde os 175 trabalhadores do Sul que permanecem ali não podem receber produtos de seu país em função do fechamento da fronteira.

Seul prometeu adotar “medidas sérias” caso Pyongyang não respondesse nesta sexta à proposta de diálogo. O regime comunista rejeitou a conversa e advertiu que “será o primeiro a tomar medidas duras se o Sul insistir em piorar a situação na cidade fronteiriça”.

Agora resta saber como será realizada a evacuação dos trabalhadores sul-coreanos em Kaesong, o que a princípio deverá ocorrer sem dificuldades, já que a Coreia do Norte até agora não vem impedindo o retorno de trabalhadores ao Sul, apesar de manter fechadas novas entradas.

Bloqueio – O regime de Kim Jong-un bloqueou as atividades do polígono ao retirar aproximadamente 54.000 empregados norte-coreanos no dia 5 de abril, no auge de sua campanha de hostilidades contra Seul e Washington que elevou ao máximo a tensão na península coreana.

O complexo industrial de Kaesong tem 123 empresas sul-coreanas que fabricam diversos produtos aproveitando a mão-de-obra barata dos operários da Coreia do Norte, cujos salários são em média de 130 dólares. O regime de Kim Jong-un obtinha grandes remessas de divisas desse parque industrial, aberto em 2004 e hoje o último vestígio do período de entendimento que viveram as duas Coreias no início da década passada.

(Com agência EFE)

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