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Coreia do Sul classifica onda de calor histórica como ‘desastre nacional’ após 19 mortes

Presidente Lee Jae Myung pediu reforço das medidas de proteção à população devido às altas temperaturas

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 ago 2026, 09h59 | Atualizado em 4 ago 2026, 10h25
Coreia do Sul classifica onda de calor histórica como ‘desastre nacional’ após 19 mortes Priorizar nos meus resultados Google

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, classificou nesta terça-feira, 4, a onda de calor que atinge o país como um “desastre nacional” e determinou o reforço das medidas de proteção à população, após as temperaturas extremas provocarem 19 mortes.

Durante uma reunião de gabinete, Lee orientou as autoridades a ampliar o apoio aos moradores afetados, garantir o funcionamento do sistema elétrico diante do aumento do uso de aparelhos de ar-condicionado e revisar o modelo de resposta a desastres para enfrentar eventos climáticos cada vez mais frequentes. Segundo o presidente, há risco de que as condições meteorológicas extremas persistam por um longo período.

De acordo com a Agência de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia, o número de mortes provocadas pela onda de calor subiu para 19 na terça-feira. Desde 15 de maio, o país contabiliza 2. 025 casos de doenças relacionadas às altas temperaturas.

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Onda de calor

No último domingo, a Coreia do Sul registrou sua maior temperatura desde o início das medições meteorológicas no país, em 1904. A cidade de Yangsan, no sudeste, atingiu 42,5°C, superando o recorde anterior de 41,4°C estabelecido no mesmo município apenas dois dias antes.

Outras cidades também enfrentaram calor intenso. Em Gyeongju, os termômetros marcaram 40,3°C, a maior temperatura registrada no município em oito anos. Daegu e Busan também foram afetadas pela onda de calor.

O marco ocorreu em meio a uma onda de calor que atinge grande parte do território sul-coreano há cerca de uma semana. Em Yangsan, os termômetros permaneceram acima dos 40°C pelo quinto dia consecutivo, segundo a Administração Meteorológica da Coreia (KMA, na sigla em inglês).

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Mais de 20 localidades estavam, no domingo 2, sob alerta máximo de calor — uma categoria criada neste ano que é acionada quando a sensação térmica prevista alcança 38°C ou quando a temperatura máxima atinge pelo menos 39°C.

Diante das temperaturas excepcionais, a agência meteorológica nacional orientou a população a interromper imediatamente atividades ao ar livre, procurar ambientes climatizados e manter a hidratação em dia.

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‘Tampa’ de calor e mudanças climáticas

Segundo a KMA, o calor é provocado pela atuação simultânea dos sistemas de alta pressão do Pacífico Norte e do Tibete, que funcionam como uma espécie de “tampa” sobre a Península Coreana, retendo o ar quente e reduzindo a formação de nuvens.

A vizinha Coreia do Norte, portanto, também enfrenta temperaturas elevadas. Na capital Pyongyang, os moradores convivem há cerca de uma semana com noites tropicais, em que as temperaturas mínimas permanecem acima de 25°C.

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Cientistas apontam ainda que as mudanças climáticas provocadas pela ação humana e o fenômeno El Niño têm contribuído para tornar as ondas de calor mais frequentes e intensas. Na Europa, a temporada de incêndios florestais deste verão boreal começou mais cedo do que o comum e consumiu áreas recorde.

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