Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Coreia do Norte propõe suspender teste nuclear se EUA pararem treinos militares

O país afirma que os exercícios militares americanos são a principal razão para a tensão na região

Por Da Redação 10 jan 2015, 09h12

A Coreia do Norte informou neste sábado que está disposta a suspender testes nucleares se os Estados Unidos aceitarem cancelar exercícios militares anuais realizados em conjunto com a Coreia do Sul. De acordo com Pyongyang, esses exercícios são a principal razão para a tensão na península da Coreia.

Leia também:

EUA reforçam sanções à Coreia do Norte por ataque à Sony

Coreia do Norte ameaça EUA com ‘guerra desastrosa’ por causa de sanções

Discurso de Kim Jong-un no Ano Novo agrada Seul

Continua após a publicidade

A proposta, que a agência de notícias oficial do Norte KCNA disse ter sido apresentado em Washington na sexta-feira, acontece após sucessivos pedidos de Pyongyang pelo fim dos exercícios defensivos de larga escala conduzidos pelos aliados.

“A mensagem propôs que os EUA contribuam para aliviar a tensão na península da Coreia temporariamente suspendendo os exercícios militares conjuntos na Coreia do Sul e redondezas neste ano”, disse a KCNA. “A mensagem disse que nesse caso, a Coreia do Norte está pronta para tomar uma medida tão responsiva como suspender temporariamente o teste militar com o qual os EUA estão preocupados”, acrescentou a agência.

A Coreia do Norte fez três testes nucleares, o último deles em fevereiro de 2013. Em novembro passado, o país ameaçou realizar um novo teste em resposta à recente aprovação pela ONU de uma resolução que pretende levar dirigentes do país ao Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade. Imagens de satélite de um instituto de pesquisa americano indicavam também a retomada de atividade em uma instalação nuclear no país.

Pyongyang considera os exercícios militares realizados pelos dois países como ensaios para uma invasão, embora aliados tenham por repetidas vezes afirmado que não têm intenção de atacar a Coreia do Norte, e sim se defender de possíveis ofensivas do país.

(Com agência Reuters e Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade
Publicidade