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Coreia do Norte pode ter reativado reator de plutônio

Imagens de satélite sugerem atividade no reator da usina nuclear de Yongbyon

Por Da Redação 11 set 2013, 22h45

Imagens de satélites sugerem que a Coreia do Norte colocou novamente em funcionamento um reator capaz de produzir plutônio para armas na usina nuclear de Yongbyon, afirmou nesta quarta-feira o Instituto Estados Unidos-Coreia da Escola Johns Hopkins de Estudos Internacionais Avançados. De acordo com a entidade, imagens de 31 de agosto mostram um vapor branco saindo de um prédio perto do pavilhão que abriga as turbinas a vapor e os geradores elétricos do reator produtor de plutônio.

“A coloração branca e o volume são consistentes com o vapor sendo ventilado porque o sistema de geração elétrica está prestes a ser acionado, o que indica que o reator está em operação ou próximo disso”, afirmou o instituto, que tem sede em Washington. O reator é capaz de produzir seis quilos de plutônio por ano, segundo o relatório.

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A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) não comentou a informação. Um porta-voz do escritório para assuntos do leste asiático e pacífico do Departamento de Estado americano não analisou o documento, citando a política de não comentar assuntos de inteligência, mas disse que o programa nuclear de Pyongyang “segue sendo fonte de preocupação”.

Escalada atômica – A Coreia do Norte está sob sanções internacionais por ter realizado três testes com armas nucleares desde 2006. Em 2008, o regime destruiu uma torre de refrigeração da usina, em uma tentativa de demonstrar disposição para negociar com a comunidade internacional o fim de seu programa nuclear. Em abril, porém, Pyongyang anunciou a intenção de religar o antigo reator de pesquisa de Yongbyon. À época, especialistas avaliaram que, se estivesse em bom estado, o reator levaria cerca de seis meses para voltar a produzir.

“Reiniciar o reator é outro tapa na cara da comunidade internacional e indica que a Coreia do Norte não tem nenhuma intenção de abandonar suas armas nucleares”, disse o analista James Acton, do centro de estudos Carnegie Endowment for International Peace, de Washington.

O terceiro teste nuclear realizado pelo Norte ocorreu em fevereiro e deu origem a um período de elevadas tensões na península, com o regime de Kim Jong-un fazendo constantes ameaças também contra os Estados Unidos. As relações com o Sul apresentaram avanços desde então, e uma data para a reabertura da zona industrial Kaesong já foi acertada. O complexo está fechado desde abril.

(Com agência Reuters)

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