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Coreia do Norte pede liberação de navio retido no Panamá

Pyongyang repete tese cubana de que armamento obsoleto seria devolvido após revisão. Venda de armas ao regime norte-coreano é proibida

Por Da Redação - 17 jul 2013, 20h46

A Coreia do Norte pediu a liberação do navio apreendido pelo Panamá com uma carga de armamentos vinda de Cuba. O regime de Kim Jong-un argumentou que a carga era transportada de acordo com um “contrato legítimo” e repetiu a tese cubana de que se tratava de material obsoleto. “Esse carregamento não é nada mais do que armas antigas que serão enviadas de volta a Cuba depois de passarem por uma revisão, de acordo com um contrato legítimo”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores, segundo informação da agência oficial KCNA. “As autoridades do Panamá devem tomar a iniciativa de deixar a tripulação e a embarcação partirem sem demora”.

O Panamá apreendeu o cargueiro norte-coreano depois de uma denúncia de que ele poderia estar transportando drogas. As autoridades encontraram o que seriam componentes de um sistema de radar da era soviética que estavam sendo transportados debaixo de sacos de açúcar mascavo. O país pediu ajuda às Nações Unidas para determinar a legalidade do carregamento não declarado. Também pediu auxílio técnico aos Estados Unidos para inspecionar o carregamento. Basicamente, o pedido é por equipamentos de imagem e pessoal técnico que ajude a examinar o que o navio transportava.

A suspeita é que tenha ocorrido uma violação à proibição da venda de armas a Pyongyang, medida estabelecida pela ONU em resposta às pretensões nucleares do país. Neste caso, o argumento de que se trata de material obsoleto que passará por manutenção seria uma forma de ocultar a importação de armas pelo regime de Kim Jong-un.

O capitão da embarcação – que teria tentado cometer suicídio quando a carga foi descoberta – e 35 norte-coreanos resistiram à detenção, segundo o ministro da Defesa panamenho, Jose Raul Mulino. Nesta quarta, o ministro afirmou que outros dois contêineres com armamentos foram encontrados, além dos dois que já haviam sido confiscados. A tripulação poderá enfrentar acusações de ameaça à segurança nacional.

(Com agência Reuters)

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