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Coreia do Norte não quer mais diálogo com Coreia do Sul

Pyongyang abandonou negociações militares após se recusar a pedir perdão

Por Da Redação 10 fev 2011, 07h58

“Como resultado claro que os traidores não querem uma melhora das relações entre Norte e Sul e querem evitar o diálogo, nosso Exército e nosso povo já não sentem necessidade de seguir dialogando com eles”

Comunicado norte-coreano

Depois de aparentarem um clima ameno na reunião militar promovida no início da semana, as Coreias voltam a deixar claro que a tensão na Península continua forte. O Norte afirmou nesta quinta-feira que não considera necessário manter um diálogo com o Sul, um dia depois da suspensão repentina das negociações de Defesa sem nenhum acordo.

Um comunicado publicado pela agência oficial de Pyongyang diz que “como resultado claro que os traidores não querem uma melhora das relações entre Norte e Sul e querem evitar o diálogo, nosso Exército e nosso povo já não sentem necessidade de seguir dialogando com eles”. Como traidores o comunicado destaca, entre outros, os ministérios sul-coreanos da Defesa e da Unificação. Já o Departamento de Estado americano reagiu, declarando que o fracasso das negociações entre altos comandantes militares sul e norte-coreanos é uma “oportunidade perdida pela Coreia do Norte para demonstrar a sinceridade da melhora da suas relações com Seul”.

A delegação do Norte abandonou a mesa de conversações depois de se recusar a pedir perdão por dois incidentes graves em 2010: o bombardeio por Pyongyang de uma ilha sul-coreana em 23 de novembro, que deixou quatro mortos, e o ataque a uma corveta sul-coreana em março, que matou 46 pessoas.

Resposta – Também nesta quinta, poucas horas após mais uma prova da posição irredutível de Pyongyang, Seul saiu com uma postura bem mais “amigável”. O ministro da Unificação sul-coreano, Hyun In-Taek, declarou que o país mantém aberta a porta ao diálogo com o vizinho. Ele completou ainda dizendo que o governo de Seul seguirá observando os passos da Coreia do Norte em relação à melhora das relações.

(Com agências EFE e France-Presse)

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