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Coreia do Norte faz disparos perto de navio militar sul-coreano

Embarcação do Sul retaliou e fez um disparo em direção ao barco do Norte. Pyongyang afirma que vai atacar navios da Coreia do Sul 'sem prévio aviso'

Por Da Redação 22 Maio 2014, 08h44

A Coreia do Norte realizou nesta quarta-feira disparos de artilharia próximos a um barco patrulha do exército da Coreia do Sul na fronteira marítima entre os dois países, no Mar Amarelo, informaram nesta quinta-feira fontes militares à agência Yonhap, de Seul. “Um projétil caiu perto de nosso navio por volta das 18h00 locais (6h00 de Brasília), a 14 quilômetros ao sudoeste da ilha de Yeonpyeong”, ao sul da divisão marítima entre ambos os países, explicou um oficial militar sul-coreano para a agência.

O canal de televisão sul-coreano YTN informou que, em resposta, a artilharia do Sul disparou contra a embarcação norte-coreana. Moradores da ilha de Yeonpyeong, que fica logo ao sul da fronteira marítima, foram para abrigos antiaéreos, disse um oficial à TV, falando sob a condição de anonimato. A ilha foi bombardeada pela artilharia norte-coreana em 2010 e quatro pessoas morreram.

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O regime norte-coreano advertiu nesta quinta que atacaria os navios da Coreia do Sul “sem prévio aviso”, em resposta aos disparos de advertência que navios sul-coreanos fizeram nesta semana quando três barcos norte-coreanos tentaram cruzar a fronteira marítima conhecida como Linha de Limite Norte (NLL, na sigla em inglês).

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A NLL é a fronteira marítima de fato – reconhecida internacionalmente, mas questionada por Pyongyang -, que se estende desde a costa ocidental da Península Coreana no mar Amarelo. A linha foi definida pelas Nações Unidas pouco depois do final da Guerra da Coreia (1950 – 1953). Após a assinatura de um tratado de trégua que pôs fim aos conflitos, apesar das frequentes provocações do Norte, as Coreias vêm conseguindo manter um pacto de não agressão por mais de 60 anos, mas tecnicamente os países ainda estão em guerra, pois nenhum acordo de paz foi formalizado desde então. (Continue lendo o texto)

Nos últimos meses, a tensão em águas asiáticas aumentou por causa de disputas territoriais e atos hostis de Pyongyang. O Norte tem feito uma série de testes de mísseis que caem do lado da fronteira marítima do Sul, que sempre responde com outros disparos. Inclusive a China, o país da região que tem a melhor uma interlocução com a Coreia do Norte, advertiu Pyongyang sobre um possível quarto teste nuclear norte-coreano. A China comunicou a seus vizinhos que “não permitiria ter uma guerra ou o caos em sua porta”. Por causa de atritos entre Pequim e Pyongyang, a China se recusou a exportar petróleo para a Coreia do Norte nos primeiros três meses deste ano.

(Com agência EFE)

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