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Coreia do Norte ameaça responder sanções com “mar de fogo”

Em editorial, governo norte-coreano acusa os Estados Unidos e seus aliados de manter sua política "hostil" contra o país e de arriscar-se à "autodestruição"

Por Da Redação - Atualizado em 15 ago 2017, 09h53 - Publicado em 6 ago 2017, 11h39

A Coreia do Norte ameaçou neste domingo responder com “um mar de fogo” às ações militares ou às sanções contra eles, após a adoção na véspera de novas medidas de pressão sobre Pyongyang por parte do Conselho de Segurança (CS) da ONU.

As ameaças foram feitas através de editorial no jornal oficial norte-coreano Rodong Sinmun.

O artigo acusa os Estados Unidos e seus aliados de manter sua política “hostil” contra o país e de arriscar-se à “autodestruição”, destacando a necessidade de que a Coreia do Norte conte com armas nucleares para se defender.

“O empenho do grupo de Trump em continuar neste atoleiro só terá como consequência motivar mais o nosso Exército, e dar mais razões à República Popular Democrática da Coreia (nome oficial do país) para possuir armas nucleares”, destacou o jornal do Partido dos Trabalhadores.

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“A capacidade de começar uma potente guerra dissuasória é uma escolha estratégica de defesa para nosso povo, que já atravessou um conflito bélico horrendo”, acrescentou o editorial.

As sanções adotadas no sábado pelo CS elevam a pressão ao regime liderado por Kim Jong-un com vetos a vários setores da sua economia, e enviam uma mensagem de unidade contra a ameaça “global” que representa seus testes com mísseis.

Os 15 países do organismo adotaram por unanimidade uma resolução que há um mês era negociada e que reduz em US$ 1 bilhão por ano os investimentos que o regime de Pyongyang obtém com suas exportações.

Concretamente, o texto inclui o veto às exportações de carvão, de ferro, chumbo e mariscos.

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(Com EFE)

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