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Contra Trump, Marcha das Mulheres toma as ruas de Washington

De acordo com as organizadoras, o objetivo é fazer um protesto civil “pacífico, diversificado e alegre”. Outras cidades do mundo também têm manifestações

Um dia depois da posse de Donald Trump, Washington recebe neste sábado um grande protesto contra o novo presidente americano. A Marcha das Mulheres, que deverá reunir mais de 200.000 pessoas, vai desfilar pelo centro da capital para protestar contra as políticas de imigração e as medidas na área de saúde e imigração anunciadas por Trump. As líderes do movimento estão convidando não apenas as mulheres, mas pessoas de qualquer idade ou sexo para participar do movimento.

“A marcha é uma demonstração de nossa solidariedade e nossa crença de que os Estados Unidos devem ser grandes e devem respeitar todas as pessoas, de todos os credos e cores”, declarou Lisa Gottschalk, uma cientista de 55 anos que viajou da Pensilvânia para protestar. “Estou muito preocupada pelo novo presidente. Vamos garantir que não faça coisas desonestas ou injustas”, acrescentou.

Uma longa lista de oradores, entre os quais figuram o cineasta Michael Moore, a atriz Scarlett Johansson e a lendária defensora dos direitos civis Angela Davis, esquentará os ânimos dos manifestantes antes do início da marcha. As cantoras Cher e Katy Perry e a atriz Julianne Moore também anunciaram sua participação.

O primeiro ato de Donald Trump foi a retirada do “ônus econômico” do plano de assistência médica à população pobre dos Estados Unidos, conhecido como Obamacare, que tinha sido aprovado pelo ex-presidente Barack Obama. Antes de marchar pela capital americana, o movimento promove shows de artistas e discursos de personalidades artísticas ou políticas que se destacaram em defesa de causas sociais ou direitos civis.

Esses discursos e shows estão ocorrendo em uma área próxima ao Capitólio, prédio do Congresso americano, mesmo local onde Trump tomou posse. A marcha seguirá um trajeto entre o Capitólio até as imediações da Casa Branca. De acordo com as organizadoras, em um comunicado postado na página do Facebook da Marcha das Mulheres, o objetivo é fazer um protesto civil “pacífico, diversificado e alegre”.

Outras cidades dos EUA e do mundo, como Rio de Janeiro, Berlim (Alemanha), Roma (Itália), Sydney (Austrália), Londres (Inglaterra), Paris (França), Seul (Coreia do Sul) e Tóquio (Japão) também organizaram versões menores da Marcha das Mulheres para protestarem contra violação dos direitos das mulheres e das minorias.

Protestos — Ao longo do dia da posse, manifestantes contrários ao novo presidente, o mais impopular da história a assumir o cargo, protagonizaram dezenas de protestos na capital americana. Segundo Peter Newsham, chefe de polícia do Distrito de Columbia, 217 pessoas foram presas na cidade.

Uma limusine chegou a ser incendiada em Washington, próximo à Avenida Pensilvânia, por onde Trump e a família caminharam a caminho da Casa Branca. Bancos e prédios do centro da capital tiveram vidros quebrados e a polícia precisou usar spray de pimenta para dispersar manifestantes. Os protestos atrapalharam o caminho do presidente, que saiu do carro por poucos segundos para cumprimentar a multidão.

Comentários

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  1. Ailton Silva

    Trump esta cagando e andando para essas vadias. A imprensa ainda nao se deu conta que perderam o 4 poder e quem da o rumo a sociedade agora e a maioria ordeira e silenciosa da populacao atraves das redes sociais

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  2. José Vicente de Andrade sousa

    Não adianta mais tentar enganar. Esse tipo de mulher, chamadas feministas – mulheres que não são femininas – não representam as mulheres americanas. São meia dúzia de pessoas, uma minoria, pagas para fazer muito barulho. Barulho, esse, amplificado pela mídia corporativa. Elas ou eles, não se sabe, podem representar tudo, menos as mulheres americanas.

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  3. Arlindo Soares

    Marcha da esquerda intolerante, marcha da estupidez, marcha da burrice. Isto é cara dos comunistas e socialistas.

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  4. Arlindo Soares

    Esse gente da esquerda só apóia a burrice, estupidez e intolerância contra os conservadores.

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