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Contra terrorismo, May cogita mudar leis de direitos humanos

Primeira-ministra britânica defendeu a necessidade de "fazer mais para restringir a liberdade e os movimentos de suspeitos de terrorismo"

Por Da redação - 6 jun 2017, 21h18

A primeira-ministra do Reino Unido, a conservadora Theresa May, afirmou nesta terça-feira que está disposta a mudar as leis que protegem os direitos humanos, se isso ajudar a combater o terrorismo. Em um ato de campanha, a dois dias das eleições gerais britânicas, May defendeu a necessidade de “fazer mais para restringir a liberdade e os movimentos de suspeitos de terrorismo quando houver provas suficientes para saber que representam uma ameaça”.

“Se as nossas leis de direitos humanos nos impedem, mudaremos as leis para poder fazer isso. Se for eleita primeira-ministra na quinta-feira, esse trabalho começará na sexta-feira”, destacou.

Após o ataque terrorista que deixou sete mortos e 48 feridos em Londres no sábado – o terceiro atentado no Reino Unido em menos de três meses -, a chefe de governo disse hoje que a polícia e as agências de inteligência devem contar com os “poderes necessários” para combater uma ameaça que considera “cada vez mais complexa”. Por esse motivo, propõe restringir os movimentos dos suspeitos de terrorismo mesmo quando “não haja suficientes provas para apresentar uma acusação completa perante um tribunal”.

May defendeu também condenações mais longas para os condenados por delitos relacionados com o terrorismo e “fazer com que seja mais fácil para as autoridades deportar suspeitos de terrorismo estrangeiros de volta aos seus próprios países”.

 

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Duas semanas antes do ataque de sábado em Londres, um terrorista suicida matou 22 pessoas após um show da cantora americana Ariana Grande em Manchester, no norte da Inglaterra.

Antes disso, em 22 de março, outro terrorista deixou cinco vítimas mortais ao atropelar os transeuntes na ponte de Westminster e depois esfaquear um policial.

Segundo o programa eleitoral de May, o Partido Conservador não planeja abandonar a Convenção Europeia de Direitos Humanos enquanto durar o processo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE), mas estuda “considerar um marco legal próprio de direitos humanos ao final do processo do Brexit“.

A dirigente conservadora ativou no último dia 29 de março o período oficial de dois anos em que Londres e Bruxelas devem negociar as condições de saída da UE, motivo pelo qual o processo concluirá previsivelmente em março de 2019.

(com EFE)

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