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Continuam as buscas por desaparecidos após incêndio em balsa

Entre os dados da companhia e o número de sobreviventes há uma diferença. Jornais cogitam que o número de desaparecidos possa chegar a 30 pessoas

Por Da Redação 30 dez 2014, 08h17

A Marinha italiana ainda procura nesta terça-feira desaparecidos em torno de onde está atracada a balsa Norman Atlantic, que pegou fogo no domingo no caminho entre Grécia e Itália e matou pelo menos dez pessoas. Os trabalhos de resgate dos sobreviventes foram concluídos na segunda-feira, com 427 pessoas salvas e dez corpos recuperados. No entanto, a Marinha anunciou nesta terça decisão de adiar a retirada dos seus dois navios ‘até que sejam concluídos os trabalhos de busca de possíveis desaparecidos. Entre os registros da companhia e o número de sobreviventes há uma diferença de 51 pessoas que, segundo a imprensa local, podem ter descido na primeira escala, na cidade grega de Igoumenitsa, ou podem estar desaparecidas.

O ministro italiano de Infraestruturas e Transportes, Maurizio Lupi, informou na segunda-feira em entrevista coletiva que é provável que alguns passageiros não tenham chegado a embarcar. As imprensas grega e italiana cogitam que o número de desaparecidos possa chegar a 30 pessoas. O número pode ser inclusive maior devido à presença de viajantes clandestinos na balsa no momento do acidente, na madrugada de domingo.

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A presença desses viajantes ilegais foi confirmada na segunda-feira pelo representante do governo em Bari, Antonio Nunziante, que informou que entre os sobreviventes transferidos ao porto da cidade havia dois cidadãos afegãos que não pertenciam a nenhuma lista. Entre os desaparecidos poderiam estar também três caminhoneiros napolitanos e outro siciliano, que continuam desaparecidos.

As procuradorias de Brindisi e Bari já abriram investigações para esclarecer se houve crime ou homicídio culposo por parte do comandante, Argilio Giacomazzi, e do armador, Carlo Visentini. Alguns veículos de comunicação divulgaram informações sobre uma vistoria, em 19 de dezembro, que revelou seis problemas relativos ao sistema de emergências e corta-fogo na embarcação.

A tragédia começou por volta das 4h00 do horário local (meia-noite de Brasília) do domingo, quando ocorreu um incêndio na adega da embarcação. As chamas e a fumaça se propagaram com rapidez, o que fez com que o navio ficasse à deriva, próximo ao litoral da Albânia e sacudido pelas fortes ondas na área meridional do Mar Adriático. As condições meteorológicas adversas atrasaram as operações de resgate coordenadas pela Itália, que também contaram com a participação de Grécia e Albânia. Os restos do Norman Atlantic continuam amarrados a um rebocador e seu destino deve ser o porto de Bari, onde será submetido a uma perícia.

(Com agências EFE e Reuters)

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