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Conselho de Segurança encerra missão dos observadores

Retirada da ONU será iniciada nos próximos dias apesar da oposição da Rússia

Por Da Redação 16 ago 2012, 16h03

O Conselho de Segurança da ONU deu por concluída nesta quinta-feira a missão dos observadores na Síria, cuja retirada será iniciada nos próximos dias apesar da oposição da Rússia. “Era uma decisão necessária, considerando a situação no país e a divisão existente no Conselho de Segurança”, disse o presidente rotativo, o embaixador francês Gérard Araud, depois que o órgão decidiu liquidar a missão e estender a presença da ONU na Síria mediante a criação de um escritório político.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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O embaixador russo, Vitaly Churkin, lamentou a decisão, acusou “alguns países” de não ter mostrado “suficiente compromisso” para conseguir o fim do conflito e anunciou que propôs a realização, na sexta-feira, de uma reunião do Grupo de Ação para a Síria entre embaixadores na sede da ONU em Nova York. “É preciso lançar uma chamada conjunta às partes do conflito para que cessem a violência e autorizem seus representantes a negociarem uma solução política”, disse Churkin, que quis incluir nesse pedido internacional a Arábia Saudita e o Irã, como “agentes-chave” na região.

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A reunião contará com a presença dos embaixadores dos membros do chamado Grupo de Ação – que se reuniu em Genebra em junho e do qual participaram China, Rússia, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Turquia, a Liga Árabe, a ONU e a União Europeia. Dessa reunião saiu um acordo para impulsionar a formação de um governo transitório que inclua figuras do regime e da oposição, que inicie a transição para pôr fim ao conflito. Entretanto, como o plano de paz de seis pontos, ficou esquecido diante do aumento dos enfrentamentos.

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“Manteremos o mesmo formato que tivemos em Genebra, mas minha intenção é incluir em outros formatos de debate os embaixadores do Irã e Arábia Saudita”, explicou Churkin, que disse que o propósito do encontro é que a comunidade internacional exerça pressão às duas partes, mediante a fixação de uma data concreta, quando devem deter a violência e começar a negociar.

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“A missão será concluída meia-noite de domingo”, disse à imprensa o guatemalteco Edmond Mulet, subsecretário-geral de Operações de Paz da ONU, que garantiu que o último observador internacional deixará a Síria em 24 de agosto. A missão passará às mãos do Departamento de Assuntos Políticos das Nações Unidas, encarregados de criar o escritório político proposto pelo secretário-geral, Ban Ki-moon, que será composto de um “pequeno grupo” de trabalhadores da ONU, provavelmente de 20 a 30 pessoas, que já conta com a aprovação do governo de Bashar Assad.

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(Com agência EFE)

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