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Conselho de Segurança cometeu ‘erros colossais’ na Síria: EUA

Os Estados Unidos afirmaram nesta segunda-feira que o Conselho de Segurança das Nações Unidas cometeu “erros colossais” em assegurar a proteção da população civil da Síria e fez um novo apelo a sanções contra o governo de Bashar al Assad.

“A situação na Síria representa um fracasso colossal para o Conselho de Segurança na proteção dos civis”, disse a representante de Washington nas Nações Unidas, Susan Rice, na entidade decisória da ONU, formada por 15 membros.

“Por mais de um ano, este Conselho não esteve disposto a proteger o povo sírio das ações brutais de seu governo”, acrescentou, indicando que a repressão exercida pelo regime de Damasco é “cada vez mais condenável” e representa “uma ameaça cada vez maior à paz e à segurança internacionais”.

“É uma vergonha que este Conselho continue” sem fazer nada, afirmou. “Devemos tomar medidas significativas, inclusive impor sanções vinculantes sob o capítulo VII, para pressionar”, acrescentou.

Assad se comprometeu perante o enviado da ONU e da Liga Árabe na Síria, Kofi Annan, a trabalhar para uma transição política e não a cumpriu, lembrou Rice.

O embaixador da Grã-Bretanha na ONU, Mark Lyall Grant, pediu novamente a desenvolver uma “ação consistente” para pressionar o governo sírio.

Enquanto Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha são partidários de adotar medidas contra Damasco, Rússia e China se negam.