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Conselho de Direitos Humanos da ONU condena regime sírio

Por Da Redação 1 mar 2012, 08h04

Genebra, 1 mar (EFE).- O Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU aprovou nesta quinta-feira uma resolução condenatória ao regime sírio, na qual reivindica o fim imediato das violações dos direitos humanos e dos ataques contra civis.

O Conselho aprovou a resolução apesar da oposição de China e Rússia, que insistiram que se trata de uma tentativa encoberta de legitimar uma eventual intervenção militar externa.

Dos 47 países-membros do CDH, que têm direito a voto, apenas China, Rússia e Cuba se pronunciaram contra, enquanto Equador, Índia e Filipinas se abstiveram.

O texto adotado reivindica ao Governo sírio que permita a entrada das agências humanitárias e das Nações Unidas para avaliar as necessidades nas áreas mais afetadas, principalmente na cidade de Homs, considerada o reduto das forças rebeldes.

Entre os países que votaram a favor da resolução, alguns lamentaram o fato de não estar incluída uma condenação aos abusos executados pelos grupos opositores, embora reconheçam que não pretendiam insinuar que as violações cometidas pelos últimos são comparáveis às atrocidades das forças de segurança governamentais.

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A resolução, iniciativa da Turquia e Catar, foi patrocinada por 64 países e pede a permissão para levar artigos e serviços essenciais aos povoados assediados, que estão sem alimentos, energia e atendimento médico para os feridos.

O início de uma nova ofensiva sobre Homs deu ao debate maior sentido de urgência e vários consideraram que aprovando o texto se envia um sinal claro de que o CDH coloca-se ao lado das vítimas.

No entanto, a Rússia não foi da mesma opinião e ao tomar a palavra, minutos antes da votação, seu diplomata Vladimir Zheglov considerou que o texto tinha ‘enfoque politizado e parcial contra a Síria’.

Assinalou igualmente que esta resolução atenta contra a missão encomendada pela Liga Árabe e a ONU ao seu ex-secretário-geral Kofi Annan, quem é agora interlocutor diante do regime sírio em representação da comunidade internacional.

China simplesmente aderiu à declaração da Rússia, enquanto Cuba reiterou que está preocupada ‘com a morte de inocentes em qualquer parte do mundo’, mas disse que atribuí-las de maneira ‘seletiva’ ao regime de Damasco ‘propicia a intervenção estrangeira’.

O embaixador cubano diante da ONU em Genebra, Rodolfo Reyes, perguntou à sala como pode ajudar o CDH a iniciar um diálogo ‘se a principal parte envolvida foi excluída’, em referência à decisão da delegação síria de abster-se de participar da sessão urgente dedicada por este órgão ao seu país. EFE

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