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Conselho da ONU aumenta sanções contra Coreia do Norte

Mais cedo, Pyongyang ameaçou os Estados Unidos com um 'ataque preventivo'

Por Da Redação - 7 mar 2013, 12h47

O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade nesta quinta-feira uma resolução que vai impor novas sanções à Coreia do Norte por seu mais recente teste atômico. Mais cedo, Pyongyang ameaçou os Estados Unidos com um “ataque nuclear preventivo”, em uma nova subida de tom por parte do país comunista. “Como os EUA estão a ponto de iniciar uma guerra atômica, vamos exercer nosso direito de um ataque nuclear preventivo contra o quartel-general do agressor para proteger nosso supremo interesse”, indicou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano em comunicado divulgado pela agência estatal KCNA.

Os EUA e Coreia do Sul estão realizando manobras militares conjuntas na região e na segunda-feira iniciarão novos exercícios. Além disso, a iminência de um aumento das sanções elevou os ataques verbais do regime de Kim Jong-un, que pela primeira vez mencionou a possibilidade de lançar um “ataque preventivo”. No entanto, os analistas políticos não acreditam que a Coreia do Norte tenha tecnologia suficientemente avançada para lançar um míssil com capacidade nuclear nos EUA a curto ou médio prazo, por isso, o desafio se insere mais na habitual retórica belicista do país.

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Na terça-feira, Pyongyang prometeu acabar com o armistício que colocou fim à Guerra da Coreia (1950-53), em uma ameaça sem precedentes que chegou pouco após ser publicado um acordo entre os Estados Unidos e a China na ONU para impor novas sanções à Coreia do Norte por seu teste nuclear de fevereiro. As sanções incluem um reforço das inspeções no país para impedir o tráfico de produtos ilícitos e bens de luxo, assim como restrições a três novas pessoas e duas empresas envolvidas em atividades ilegais.

O Ministério da Defesa sul-coreano afirmou nesta quinta-feira que a Coreia do Norte prepara exercícios militares “em grande escala” para a próxima semana, enquanto realiza testes de suas forças de terra, mar e ar. Os EUA mantêm cerca de 28.500 soldados na Coreia do Sul e se compromete a defender seu aliado em caso de agressão. A Guerra da Coreia acabou com um armistício que nunca foi substituído por um acordo final de paz.

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