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Conselho Consultivo egípcio propõe eleições presidenciais para maio

Por Da Redação - 31 jan 2012, 15h26

Cairo, 31 jan (EFE).- O Conselho Consultivo do Egito, criado para assessorar a Junta Militar que governa o país de forma provisória, propôs nesta terça-feira que as eleições presidenciais sejam realizadas em maio, um mês antes do previsto pelos dirigentes militares.

O porta-voz do órgão, Mohammed el-Juli, explicou que o Conselho pediu à cúpula militar que abra o processo de apresentação das candidaturas no próximo dia 1º de março.

Em declarações divulgadas pela agência oficial de notícias ‘Mena’, Juli indicou que o calendário proposto pelo Conselho antecipa o pleito para meados de maio para que o nome do novo presidente seja anunciado a princípios de junho.

A iniciativa foi apresentada por dois membros deste órgão, criado em dezembro passado: o candidato presidencial Mohammed Selim al-Awa e o chefe do Sindicato de Advogados, Sameh Ashur.

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A Junta Militar, máxima autoridade do Egito desde a renúncia de Hosni Mubarak, em fevereiro do ano passado, se comprometeu a abandonar o poder no dia 30 de junho após a eleição do presidente, uma data considerada tardia por muitos ativistas e grupos políticos.

Esses grupos convocaram várias manifestações nesta terça-feira no Cairo para exigir que a Junta Militar trespasse o poder a uma autoridade civil de forma imediata.

Está previsto que o Comitê Eleitoral Presidencial egípcio comece os preparativos para este pleito na semana que vem.

Enquanto isso, o primeiro-ministro Kamal Ganzouri dirigiu nesta terça-feira seu primeiro discurso ante os novos membros da Assembleia do Povo (câmara baixa do Parlamento), que tomaram posse no último dia 23.

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Em seu discurso, Ganzouri afirmou que os tribunais julgarão os assassinos dos manifestantes. ‘A prioridade de meu governo é apoiar as famílias das vítimas e feridos (da revolução)’.

Além disso, ele enfatizou a necessidade de restaurar a segurança no país e melhorar a situação econômica, cuja dívida se multiplicou por seis em dez anos, segundo o primeiro-ministro. EFE

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