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Conselheiro de Mursi renuncia a todos seus cargos políticos

Nesta quinta, novos confrontos entre simpatizantes e opositores do presidente

Por Da Redação 6 dez 2012, 10h58

Em mais um dia de confrontos entre simpatizantes e opositores do presidente egípcio Mohamed Mursi, os cristãos coptas do país deram sinais de querer se alinhar com a oposição. O escritor Rafik Habib – conselheiro de Mursi e vice-presidente do partido Liberdade e Justiça, ligado à Irmandade Muçulmana – anunciou sua demissão.

“Decidi abandonar o meu cargo político e deixar todos os papéis na política, incluindo deixar de desempenhar qualquer papel na presidência e no partido Justiça e Liberdade”, disse Habib. Seguindo o exemplo de Habib, outros quatro conselheiros de Mursi também anunciaram a sua renúncia.

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Também nesta quinta, a Presidência egípcia avisou em um comunicado que Guarda Republicana do Egito vai retirar todas as pessoas que estão nas imediações do palácio presidencial no Cairo a partir das 15 horas locais (11 horas de Brasília). Além disso, a partir dessa hora será proibida qualquer manifestação na região. A nota lembra que a “missão” da Guarda Republicana – que faz parte do Exército – é proteger as instalações pertencentes à Presidência do país.

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Um coronel da Guarda disse no mesmo local que os manifestantes pró e contra o governo que estavam dentro do perímetro cercado em torno do complexo presidencial já começaram a ser retirados. A rede de TV estatal egípcia informou que os seguidores da Irmandade Muçulmana receberam instruções para deixar os arredores do palácio, situado no bairro de Heliópolis.

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Um dos manifestantes islamitas, Said Sakher, disse que “não se trata de uma retirada”. “Nosso papel foi proteger o Palácio Presidencial e o fizemos toda a noite. Agora damos lugar à Guarda Republicana, que se comunicou com nossos representantes e os convenceram de que está em mãos seguras e nos pediram que saíssemos.”

Os opositores de Mursi convocaram três manifestações para esta quinta perto do Palácio Presidencial e que começarão em mesquitas próximas, em protesto “contra os ataques de milícias da Irmandade Muçulmana”.

(Com agência EFE)

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