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Congresso dos EUA realiza primeira audiência pública sobre OVNI em 50 anos

Autoridades americanas se reuniram para falar sobre relatório do Pentágono sobre 144 imagens de objetos voadores não identificados

Por Da Redação 17 Maio 2022, 15h03

O congresso dos Estados Unidos realizou nesta terça-feira, 17, uma audiência pública para falar sobre o relatório divulgado pelo Pentágono em 2021 que apresentava uma série de imagens de objetos voadores não identificados, sendo a primeira sobre assunto em mais de 50 anos. 

Dois altos funcionários militares americanos encarregados de investigar os fenômenos disseram que a maioria poderia ser identificada, mas que vários eventos desafiaram todas as tentativas de explicação. 

Dentre os avistamentos registrados, pelo menos 11 quase causaram acidentes com aeronaves dos Estados Unidos e alguns deles aparentavam estar se movendo sem qualquer meio discernível de propulsão.

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Durante a audiência, o principal funcionário de inteligência do Pentágono, Ronald Moultrie, disse que, por meio de uma análise rigorosa, a grande maioria dos eventos puderam ser identificados.

“Qualquer objeto que encontrarmos provavelmente pode ser isolado, caracterizado, identificado e, se necessário, mitigado”, disse Moultrie.

No entanto, alguns desses eventos seguem sem explicação. Em 2004, pilotos de caça operando em um porta-aviões no Oceano Pacíficos encontraram um objeto que parecia ter descido dezenas de milhares de metros antes de parar e pairar. Outro incidente, mostrado ao público pela primeira vez nesta terça, um item foi visto passando por um caça da Marinha americana e ainda segue sem explicação.

“Há um pequeno número de situações em que há características de voo que não podem ser explicadas com os dados que temos disponíveis hoje. E esses são, obviamente, os que mais nos interessam”, disse o vice-diretor de inteligência naval, Scott Bray. 

Bray tentou também desmistificar a ideia de que os objetos sejam extraterrestres ou alienígenas, destacando que nenhum material orgânico ou inorgânico inexplicável jamais foi recuperado e nenhuma tentativa de comunicação foi feita. 

“Não detectamos nada que indique que esses fenômenos se referem a algo de fora do planeta”, completou. 

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Legisladores na audiência demonstraram preocupação de que qualquer incidente aéreo não identificado possa significar uma ameaça à segurança nacional. O deputado republicano, Rick Crawford, disse que uma falha em identificar ameaças potenciais era “equivalente a  uma falha de inteligência que certamente queremos evitar”. 

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No caso de objetos com propulsão inexplicável, o governo dos Estados Unidos disse que não estão cientes de quaisquer potenciais adversários com tais tecnologias. Após a audiência pública, o comitê fechou suas portas para uma sessão confidencial com os parlamentares. 

O fascínio público por OVNIs está em andamento há gerações. As últimas sessões sobre o assunto aconteceram em 1966, quando o então deputado republicano Gerald Ford – que mais tarde se tornaria presidente americano – convocou duas audiências para discutir um avistamento em Michigan, que foi observado por mais de 40 pessoas, inclusive policiais. 

Na época, oficiais da Força Aérea atribuíram o incidente ao “gás do pântano”, levando Ford a ridicularizar sua descrição como “atrevida”. Em 1969, outra investigação sobre OVNIs, chamada Projeto Blue Book, foi encerrada após determinar que nenhum objeto voador jamais havia sido confirmado ou considerado uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos. 

O assunto voltou a ser discutido com veemência em 2017, quando a mídia americana informou sobre os esforços secretos do Pentágono para investigar os testemunhos de militares que afirmaram ter vivenciado esses eventos. Os relatórios incluíam imagens e descrições de como eles pareciam voar de maneiras inesperadas, incluindo pairar no lugar durante ventos fortes e mudar de altitude rapidamente.

De acordo com os pilotos, eles podiam ser vistos quase que diariamente fora das bases militares e um relato específico descreveu como esses objetos pareciam interferir nas instalações de armas nucleares dos Estados Unidos. 

Em março de 2021, John Ratcliffe, ex-diretor de Inteligência durante o governo de Donald Trump, declarou “haver muito mais por aí do que imaginamos” e que ocorrem mais eventos difíceis de explicar do que os divulgados. Em junho, um relatório sobre OVNIs foi publicado de acordo com uma cláusula em um pacote de alívio e gastos da Covid-19 assinado por Trump pouco antes de deixar o cargo. 

No documento, o Diretor de Inteligência Nacional do país disse não haver explicação para dezenas de objetos voadores não identificados relacionados a 144 incidentes ocorridos em 2004, com alguns sendo descritos como “em grande parte inconclusivos”.

+ Relatório americano sobre OVNIs detalha ‘dificuldade em explicá-los’

Mais tarde, em dezembro, os democratas conseguiram incluir uma exigência de divulgação mais forte na Lei de Autorização de Defesa Nacional anual assinada por Joe Biden. A lei exige que os militares estabeleçam um escritório permanente de pesquisa de OVNIs – agora chamado de Grupo de Identificação de Objetos Aerotransportados e Sincronização de Gerenciamento.

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