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Chile aprova o casamento entre pessoas do mesmo sexo

Texto agora depende da assinatura do presidente, Sebastian Piñera, que já demonstrou apoio

Por Matheus Deccache Atualizado em 7 dez 2021, 16h53 - Publicado em 7 dez 2021, 16h13

Deputados e senadores do Chile aprovaram nesta terça-feira, 7, a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Para ser sancionada, a norma depende agora da assinatura do presidente, Sebastián Piñera, que já declarou publicamente ser a favor.

Essa decisão permite que a união entre pessoas do mesmo sexo seja chamada de casamento e também possibilita a adoção e filiação de filhos por ambos os pais, um dos pontos centrais da discussão.

O projeto foi aprovado pelo Senado chileno por 21 votos a favor contra 8 — houve 3 abstenções — e poucas horas depois recebeu luz verde também da Câmara dos Deputados pelo placar de 82 votos a 20. 

Desse modo, o Chile se junta a Costa Rica, Equador, Brasil, Colômbia, Uruguai e Argentina como países da América Latina que aceitam a união entre pessoas do mesmo sexo — no México, é permitida em 14 dos 32 estados. Canadá e Estados Unidos, na América do Norte, também têm a prática legalizada.

O país liberou as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo em 2015 e esperava a legalização do casamento gay desde que a então presidente Michelle Bachelet enviou o projeto de lei ao Congresso, em 2017. 

De maneira surpreendente, Piñera, que é conservador, anunciou em junho que buscaria de maneira urgente a aprovação da medida, que já tinha o apoio da maioria entre os deputados. 

A ministra de Desenvolvimento Social e da Família, Karla Rubilar, disse que agora é possível “avançar com o direito para todos”. 

“Esta é uma daquelas oportunidades nas quais pensamos nas pessoas. É um marco que mostra o melhor da política”, completou.

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