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Confrontos tomam Praça Tahrir antes de protesto contra Mursi

Opositores convocaram manifestação no Cairo contra medida que amplia poderes do presidente

A Praça Tahrir, no Cairo, foi palco de confrontos entre manifestantes e policiais, na manhã desta terça-feira, antes do grande protesto convocado pela oposição contra o presidente Mohamed Mursi, acusado de monopolizar o poder. A Praça Tahrir é um tradicional local de manifestações e já havia sido palco de momentos decisivos da rebelião contra o ex-ditador Hosni Mubarak.

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Os enfrentamentos ocorreram nas ruas adjacentes à praça e perto da embaixada dos Estados Unidos. A força de segurança que protege a embaixada americana respondeu com gás lacrimogêneo depois de ser alvo de pedradas dos manifestantes. Os confrontos que acontecem no Egito desde a assinatura do decreto de Mursi já deixaram dois mortos e 450 feridos. “O presidente empurra o povo para a desobediência civil”, afirma uma faixa de manifestantes. Outras faixas acusam a Irmandade Muçulmana de “roubar a revolução”. A Irmandade Muçulmana, que havia convocado uma manifestação de apoio ao presidente Mursi, procedente do grupo, em um bairro próximo da praça, desistiu da ideia para evitar incidentes. Reunião – Na segunda-feira, Mursi concordou que apenas suas decisões relacionadas a assuntos “soberanos” sejam protegidas de uma revisão judicial. O gesto mostra que ele aceitou um compromisso proposto pelos juízes para tentar conter a crise desencadeada no país depois da medida que ampliou seus poderes. “O presidente disse que tinha o maior respeito pela autoridade judicial e seus membros”, disse à imprensa o porta-voz presidencial, Yasser Ali. Segundo Mursi, o decreto é provisório e acabará quando a nova Constituição estiver vigente e quando um novo Parlamento for eleito. (Com agência France-Presse)